O primeiro-ministro do Sudão, Abdallah Hamdok, foi sequestrado por um grupo militar na manhã desta segunda-feira, 25. De acordo com a emissora de TV Al-Arabiya News, Hamdok estava em casa quando foi detido. O político foi levado para um local desconhecido depois de se recusar a emitir uma declaração em apoio a um golpe militar.
Outros integrantes do gabinete e do partido do primeiro-ministro sudanês também foram encurralados. Segundo o Ministério da Informação, forças militares invadiram a sede de uma emissora de TV na cidade de Omdurman, na região metropolitana de Cartum, capital do país, e prenderam os funcionários.
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Conforme noticiou a Al-Arabiya News, o Aeroporto Internacional de Cartum foi fechado, e os voos internacionais estão suspensos. Para dificultar a comunicação entre os civis, a internet na capital do Sudão foi cortada.
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Reação
A Associação de Profissionais do Sudão (SPA), principal coalizão de ativistas no levante contra o ex-presidente Omar al-Bashir, que governou o Sudão entre 1989 e 2019, convocou uma greve geral e desobediência civil contra os militares.
“Convocamos as massas para que saiam às ruas e as ocupem, fechem todas as estradas com barricadas, façam uma greve geral, não cooperem com os golpistas e usem a desobediência civil para enfrentá-los”, disse a SPA em comunicado nas redes sociais.
O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) Volker Perthes afirmou que a entidade está “profundamente preocupada com os relatos de um golpe em curso no Sudão”.
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