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Prisão de Jeanine Añez na Bolívia completa 3 anos

Ex-presidente foi acusada de 'golpe de Estado', depois da renúncia de Evo Morales

Jeanine Añez, ex-presidente da Bolívia, em uma sala
As penas para os crimes descritos vão de cinco a 20 anos de prisão | Foto: Reprodução/Instagram/jeanineanez

Há três anos, em 2021, policiais prendiam a ex-presidente da Bolívia Jeanine Añez, que se escondia dentro de uma cama box em sua residência.

Jeanine Añez e cinco de seus ministros viraram alvo de investigações que os acusavam de conspiração, sedição e terrorismo. Isso teria ocorrido logo depois da renúncia de Evo Morales, em novembro de 2019.

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A denúncia contra a ex-presidente surgiu a partir de um bloco de deputados e ex-deputados do Movimento ao Socialismo (MAS), legenda de Evo Morales e do atual presidente do país, Luis Arce.

Leia mais: “Justiça da Bolívia determina substituição de governador que está preso há um ano”

O Ministério Público boliviano ordenou a prisão da ex-presidente Jeanine Áñez e cinco ex-ministros. O ex-ministro da Energia, Rodrigo Guzmán, já foi preso em Trinidad. Por meio do Twitter/X, a ex-presidente Áñez disse, na época, que “a perseguição política começou”.

Jeanine Añez, ex-presidente da Bolívia - A ordem de prisão inclui ainda ex-membros do alto comando militar boliviano em 2019 | Foto: Reprodução/Twitter/X/abi_bolivia
A ordem de prisão inclui ainda ex-membros do alto comando militar boliviano em 2019 | Foto: Reprodução/Twitter/X/abi_bolivia

Já o ex-presidente Carlos Mesa, opositor ao governo de Luis Arce, disse que a Bolívia sofria perseguição política “pior que nas ditaduras”. “Age-se contra aqueles que defenderam a democracia e a liberdade em 2019”, afirmou. “Os autores da fraude se anistiam e fingem ser vítimas.”

No processo, a promotoria acusou a cúpula do governo de Añez de causar mais de 30 mortes na repressão aos protestos depois da saída de Evo Morales.

Relembre o caso de Jeanine Añez e a renúncia de Evo Morales

Evo Morales renunciou à Presidência 21 dias depois das eleições de 2019, em meio a uma onda de protestos de rua que o acusavam de fraudes eleitorais.

Leia mais: “Bolívia: Evo Morales reclama de governo, Justiça e ‘império’”

A ordem de prisão também incluiu ex-membros do alto comando militar boliviano, em 2019, entre eles o almirante Palmiro Jarjuri, ex-comandante da Marinha; Jorge Gonzalo Terceros, ex-comandante da Força Aérea, o general Gonzalo Mendieta, ex-comandante do Exército; e o general Jorge Gonzalo Terceros, da Força Aérea boliviana.

Uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou que havia irregularidades nas votações e que os resultados não eram confiáveis. Contudo, a OEA não constatou ocorrência de fraudes.

Leia também: “Bolívia rompe com Israel e o acusa de ‘crimes contra a humanidade’”

Uma missão de observadores da União Europeia (UE) propôs um segundo turno. Em 10 de novembro, horas depois dos resultados preliminares da auditoria da OEA, Morales renunciou à Presidência e disse ser vítima de um golpe.

Dois dias depois, Jeanine Áñez assumiu o governo. Ela afirmou que queria convocar novas eleições e que não concorreria mais. Todavia, em janeiro de 2020, tomou uma decisão contrária e decidiu se candidatar, durante o período em que tinha altos índices de aprovação.

As penas para os crimes descritos vão de cinco a 20 anos de prisão. 

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