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Quartas de final sem favorito: Palmeiras desafia o status europeu

'Sob o comando de Abel Ferreira, o Verdão virou uma máquina competitiva, fria e letal'

palmeiras perfilado x botafogo - mundial de clubes
Equipe do Palmeiras perfilada antes do confronto contra o Botafogo, pelas oitavas de final pela Copa do Mundo de Clubes — Filadélfia, Pensilvânia (EUA), 28/6/2025 | Foto: Reprodução/Facebook/@Palmeiras

Durante muito tempo bastava aparecer um escudo europeu do outro lado para muita gente cravar, com a pompa de quem tem bola de cristal: “Já era. Vai dar o time da Champions!”.

Mas o futebol, felizmente, ainda resiste à lógica rasa dos algoritmos e dos comentaristas de rede social.

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Principalmente quando entra em campo o maravilhoso e implacável mata-mata, onde currículo pesa menos que coragem — e a grife vale menos que desempenho do dia.

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Pois bem. Chegamos às quartas de final da tão falada Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Diante de Palmeiras e Chelsea, a verdade salta aos olhos: não existe favorito.

Sim, o Chelsea, da Inglaterra, tem grife, tem Champions, tem libras esterlinas e tudo que tem direito. Mas, sejamos honestos: este Chelsea atual está longe de ser aquele bicho-papão que assombrou a Europa anos atrás.

Situação do Chelsea e do Palmeiras

No torneio, só conseguiu jogar bola contra o fraquíssimo Espérance, da Tunísia. Mesmo assim, sem empolgar.

Quando enfrentou o Flamengo, aliás, foi arrogante: poupou titulares, desrespeitou o jogo e acabou dominado. Parecia mais um amistoso da pré-temporada do que um duelo de Mundial.

Do outro lado está o Palmeiras, que é o time mais cascudo da América do Sul desde 2020. E isso não é frase de efeito. É realidade comprovada por números, títulos e atuações consistentes.

Sob o comando de Abel Ferreira, o Verdão virou uma máquina competitiva, fria e letal. Atualmente, conta com um elenco caro, bem montado e mais valorizado que o de muitos europeus fora da elite.

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Ou seja: acabou o tempo de vestir o manto da zebra. O Palmeiras não chega como coadjuvante. Chega como igual ou até mais bem preparado psicologicamente para o embate.

Tem camisa, tem grupo, tem técnico e tem histórico. E tem, sim, totais condições de despachar o Chelsea da competição.

Portanto, repito: não há favorito nesse duelo. Se o Chelsea quiser vencer, vai ter que jogar bola.

Porque se depender só da fama, o Palmeiras está pronto para tirar a equipe europeia do caminho.

Leia também: “Gol de juiz”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 270 da Revista Oeste

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