No domingo, dia 15, um homem ligou insistentemente para um quarto de hotel de Atenas. O homem procurava insistentemente sua irmã, Dana Eden, de 52 anos, hospedada há duas semanas. Após horas de tentativas frustradas de contato, seu irmão foi até o hotel e a encontrou morta.
A polícia grega logo declarou que havia sido suicídio. A própria empresa de produção de Dana, chamada Donna and Shula, divulgou a seguinte declaração: “Pedimos à mídia e ao público que se abstenham de publicar e especular sobre informações não verificadas e que ajam com responsabilidade e sensibilidade. Pedimos ainda que se proteja a dignidade de Eden em um momento de grande dor para a família”.
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Dana Eden é a cocriadora da série Tehran. Com seu conteúdo polêmico, a morte de Eden inevitavelmente gerou teorias da conspiração. Ela trabalhava em Israel quando recebeu uma proposta de script com o nome da capital do Irã. O script era centrado em Tamar (depois interpretada por Niv Sultan), uma agente israelense do Mossad que chega a Tehran para uma operação de sabotagem ao programa nuclear iraniano. O plano dá errado e Tamar não consegue mais sair da cidade.
Destinado inicialmente ao mercado israelense, Tehran ficou tão bem realizada que a AppleTV pagou milhões de dólares para garantir sua distribuição internacional. A segunda temporada contou com a atriz Glenn Close no elenco. A terceira, em exibição, tem a participação de Hugh Laurie.
O que provoca estranheza na morte de Dana Eden é que ela estava em plena atividade, há semanas de começar a rodar a quarta temporada em Atenas, onde a série é gravada. Logo se especulou que a produtora poderia ter sido assassinada por agentes iranianos, já que o regime é retratado pela série como o que é: uma ditadura implacável.
Mesmo assim, os produtores tinham o cuidado de retratar o país sem estereótipos, procurando mostrar o lado humano de seus habitantes. Segundo o jornal britânico The Times, para estabelecer esse grau de realismo, vários ex-agentes do Mossad foram entrevistados. A série foi tão bem-sucedida que espectadores iranianos, que assistiram versões contrabandeadas, reagiram muito bem. “Segundo consta, o artigo chegou até a ser publicado no jornal oficial, é claro, criticando-nos.”-declarou Dana Eden.
“Acho que essa história de espionagem é diferente porque, para os israelenses, ela deriva da realidade”, declarou Eden quando recebeu o prêmio Emmy de melhor drama internacional em 2021 por Tehran. “E nós queríamos, por meio dessa história, conhecer um pouco mais sobre o povo iraniano. Ficamos realmente surpresos ao aprender coisas novas sobre a cultura do Irã, sobre o povo iraniano. Estávamos muito envolvidos emocionalmente na criação dessa história. Isso faz toda a diferença.”
Com uma história de tanto sucesso internacional, e à beira de iniciar uma nova fase, fica mesmo difícil imaginar que Dana Eden tivesse uma razão para se matar.





































Que a verdade venha à luz. O mundo já tem muitas coisas ocultas.
Quanto mais escondido, maior a liberdade dos criminosos em agir.
Isso lembra o massacre no Charlie Hebdo em 2015!