O rapper Sean Combs, conhecido como P. Diddy, foi condenado nesta sexta-feira, 3, a 50 meses de prisão — pouco mais de 4 anos — por um tribunal federal em Nova York. O músico de 55 anos foi considerado culpado por duas acusações de transporte para prostituição, mas acabou absolvido das denúncias mais graves de tráfico sexual e conspiração de organização criminosa.
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A sentença foi anunciada pelo juiz Arun Subramanian, depois de um julgamento que durou oito semanas e um dia inteiro de audiência dedicado à fase final. Diddy, que até então havia se mantido em silêncio durante boa parte do processo, falou longamente pela primeira vez diante do tribunal antes de ouvir sua condenação.
Segundo Subramanian, a pena precisava ser significativa para “enviar uma mensagem a abusadores e vítimas de que exploração e violência contra mulheres encontram uma resposta de verdadeira responsabilização”.
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Acusações pesam contra Combs
Diddy está preso desde setembro do ano passado em um centro de detenção no Brooklyn. A defesa havia pedido que a pena não ultrapassasse 14 meses, o que poderia levar à sua libertação ainda neste ano po causa do tempo já cumprido. Já os promotores federais solicitaram uma pena mínima de 11 anos e três meses de prisão.
O julgamento teve forte repercussão pública, com a presença de celebridades, influenciadores digitais e dezenas de apoiadores do rapper nos arredores do tribunal. O caso foi marcado por depoimentos emocionados e exibição de provas que chamaram atenção da opinião pública.

Durante seis semanas, a acusação apresentou um conjunto extenso de evidências que sugeriam que Diddy teria operado uma rede que encobria crimes sexuais ao longo de décadas. Entre as testemunhas, estavam a cantora Cassie Ventura e uma mulher identificada apenas como “Jane”. Ambas relataram que foram atraídas por Diddy para relacionamentos amorosos e depois submetidas, contra a vontade, a encontros sexuais prolongados, acompanhados de consumo de drogas e intermediados por acompanhantes masculinos.
A defesa buscou desacreditar esses relatos e apresentou mensagens de texto em que as duas mulheres aparentavam concordar com os encontros e até colaborar na organização deles. Depois de o Ministério Público convocar mais de 20 pessoas — como ex-funcionários de Diddy, agentes federais e amigos das supostas vítimas —, os advogados do rapper não chamaram nenhuma testemunha e encerraram sua defesa em menos de meia hora.
Condenação parcial de Diddy
O júri decidiu inocentar Diddy das acusações mais severas de tráfico sexual e conspiração criminosa, mas o declarou culpado por transportar Ventura e “Jane” através de fronteiras estaduais com a finalidade de envolvê-las em atividades sexuais comerciais.
Um elemento considerado chave na decisão foi um vídeo de 2016, gravado por câmeras de segurança, em que Diddy agrede Cassie Ventura em um corredor de hotel. Embora a defesa tenha reconhecido episódios de violência doméstica praticados por seu cliente, argumentou que esses casos não estavam formalmente no escopo da acusação federal.
Ainda assim, os promotores utilizaram esse histórico para reforçar a necessidade de uma punição mais longa, por causa do “comportamento violento recorrente” do réu.
Diddy deve continuar detido em Nova York até ser transferido para uma prisão federal. Apesar da condenação, permanece a possibilidade de recursos por parte da defesa, que desde o começo tentou reduzir ao máximo a pena.
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Salve, salve mais uma vitória por condenar meliantes travestidos de músicos e milionários.
Logo estará livre pra fazer o que gosta.
Isto é o é pior…