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Reforma trabalhista de Milei avança no Senado da Argentina

Parecer favorável abre caminho para aprovação antes do discurso de 1º de março

O presidente da Argentina, Javier Milei
O presidente Javier Milei assinou o pacto de Maio junto aos governadores em Tucumán - 9/7/2026 | Foto: Divulgação/Governo Argentino

O governo argentino acelerou a tramitação da reforma trabalhista do presidente Javier Milei. Nesta sexta-feira, 20, o projeto recebeu parecer favorável nas comissões de Trabalho e de Orçamento do Senado e ficou apto para votação em plenário.

A intenção é levar o texto à votação na próxima sexta-feira 27. Se aprovado, Milei poderá apresentar a reforma como vitória política no discurso marcado para 1º de março.

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O parecer confirmou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, com a exclusão do artigo 44, que previa redução na remuneração durante licença médica. A mudança foi a única alteração feita pelos deputados em relação à versão já aprovada pelo Senado.

O apoio veio do partido governista e de blocos da oposição, como UCR e PRO. O interbloco peronista votou contra e criticou a tramitação acelerada, classificando a proposta como inconstitucional e prejudicial aos trabalhadores.

O projeto de Milei

Javier Milei
O presidente Javier Milei abriu a Conferência Política de Ação Conversadora (CPAC) no Paraguai – 16/9/2025 | Foto: Divulgação/Governo Argentino

Entre os principais pontos do projeto estão a redução no cálculo de indenizações por demissão, ampliação da jornada para até 12 horas com compensação, criação de banco de horas, limitação da validade automática de acordos coletivos e novas regras para trabalhadores de aplicativos.

O texto ainda impõe novos limites ao direito de greve, exigindo requisitos mínimos para funcionamento dos serviços durante paralisações. Além disso, simplifica o cálculo das indenizações por demissão ao retirar bônus fora do salário regular da base de cálculo para empregadores.

A proposta resultou em uma greve geral na Argentina. Manuel Adorni, chefe de gabinete do governo de Javier Milei, criticou os sindicalistas pela paralisação. Ele classificou a paralisação como “abusiva” e afirmou que iniciativas desse tipo prejudicam a democracia e a liberdade.

Segundo Adorni, isso ajuda a explicar a rejeição popular aos sindicatos, que teriam “80% de imagem negativa porque o único que fazem é complicar a vida do trabalhador”.

A sessão final ainda não foi oficialmente convocada, mas o governo trabalha para concluir a votação na próxima semana.

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