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Regime norte-coreano anuncia destruição de estradas e ferrovias conectadas à Coreia do Sul

Medida é uma resposta aos exercícios militares de Seul próximos à fronteira entre os dos países

O ditador Kim Jong-un discursa aos militares da Coreia do Norte | Foto: Divulgação/Korean Central News Agency
Ditador Kim Jong-un, da Coreia do Norte | Foto: Divulgação/Korean Central News Agency

A ditadura da Coreia do Norte anunciou que cortará todas as estradas e ferrovias que conectam o país à Coreia do Sul. A medida será colocada em prática a partir desta quarta-feira, 9, além de construir “fortes estruturas defensivas” nas áreas próximas à fronteira.

A medida, divulgada pela agência estatal de notícias KCNA, foi justificada como uma resposta aos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos.

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De acordo com o Estado-Maior do Exército da Coreia do Norte, o projeto de corte das vias faz parte de um esforço para “separar completamente” o território norte-coreano do sul-coreano. O regime ditatorial considera Seul como “principal inimigo”.

O comunicado oficial afirma que a ação é uma “medida autodefensiva” destinada a evitar conflitos e proteger a segurança da Coreia do Norte.

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Em uma mensagem enviada aos militares norte-americanos estacionados na Coreia do Sul, o governo norte-coreano afirmou que a decisão de fortificar as áreas fronteiriças tem como objetivo evitar “erros de cálculo” que possam levar a conflitos acidentais.

Coreia do Norte segue em guerra com o Sul

O ditador norte-coreano Kim Jong Un comemora durante um treinamento militar na Coreia do Norte. Imagem divulgada em 19 de março de 2024, pela Agência Central de Notícias Coreana | Foto: KCNA via Reuters

O anúncio ocorre em meio a uma série de ações que têm ampliado as tensões entre os dois países, o que inclui o envio de balões carregados de lixo da Coreia do Norte para o Sul e a revelação de uma instalação de enriquecimento de urânio no Norte.

Os Estados Unidos mantêm cerca de 28 mil soldados na Coreia do Sul, como parte de um esforço para conter a ameaça norte-coreana, legado da Guerra da Coreia (1950-1953), que terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

Por sua vez, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que, até a manhã de quarta-feira, não havia identificado nenhuma atividade de construção por parte das forças norte-coreanas nas áreas fronteiriças. Em comunicado, as autoridades sul-coreanas alertaram que não tolerarão ações unilaterais da Coreia do Norte para mudar a situação.

O comunicado sul-coreano também ressaltou que, em caso de provocação, haverá uma “punição esmagadora” contra as forças responsáveis e suas cadeias de comando, postura de defesa combinada com seus aliados.

As Coreias são conectadas por duas principais rotas: a Linha Gyeongui, que liga Paju, no sul, a Kaesong, no norte, e a Linha Donghae, ao longo da costa leste.

Desde o fim de 2022, o governo norte-coreano eliminou gradualmente estes símbolos de cooperação entre os dois países, o que inclui a instalação de minas terrestres em ambas as rotas em janeiro deste ano.

Leia também: “O pensamento totalitário”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 227 da Revista Oeste

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