O primeiro-ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer, anunciou, nesta terça-feira, 29, que o país está disposto a seguir o exemplo da França e reconhecer oficialmente o Estado da Palestina durante a Assembleia-Geral da ONU, em setembro.
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A decisão ocorre depois de crescente pressão dentro do seu governo e entre parlamentares da base, preocupados com a crise humanitária grave que se agrava em Gaza.
Starmer deixou claro que essa formalização do reconhecimento só será suspensa se Israel tomar “medidas substanciais para acabar com a situação terrível em Gaza”, o que inclui um cessar-fogo, a garantia de que não haverá anexação na Cisjordânia e o comprometimento com um processo de paz duradouro que possibilite a solução de dois Estados.
“Não há equivalência entre Israel e Hamas,” enfatizou, ao reiterar as exigências ao grupo Hamas: libertar todos os reféns, aceitar o cessar-fogo, renunciar ao controle governamental em Gaza e se desarmar.
Mais de 230 parlamentares da base governista, além de aproximadamente um terço dos ministros, vinham pressionando Starmer a tomar uma posição firme diante do agravamento da crise na Faixa de Gaza, que enfrenta uma possível “catástrofe humanitária” e escassez severa de alimentos.
Entre os principais defensores do reconhecimento estão figuras como Angela Rayner (vice-primeira-ministra), Yvette Cooper (ministra do Interior), Shabana Mahmood (ministra da Justiça), Ed Miliband (ministro de Energia), Lisa Nandy (ministra da Cultura) e Wes Streeting (ministro da Saúde).
Reino Unido quer Estado da Palestina ao lado de Israel
A declaração oficial de Downing Street afirmou: “Ele [Starmer] avaliou que, diante da situação cada vez mais insustentável em Gaza e da reduzida perspectiva de avanço no processo de paz para uma solução de dois Estados, este é o momento apropriado para avançar com esse posicionamento”.
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A posição britânica foi discutida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião na Escócia, como resposta à preocupação internacional sobre o iminente colapso humanitário na região.
Israel e Reino Unido possuem uma história marcada por tensões. Entre 1917 e 1948, os britânicos exerceram o mandato sobre a região conhecida como Palestina e adotaram uma política ambígua em relação aos habitantes locais, ora apoiando a criação do Estado de Israel, ora restringindo a entrada de judeus na área.
Em 1956, o Reino Unido se uniu à França e a Israel para enfrentar as tropas egípcias, depois do fechamento do Canal de Suez pelo Egito, resultando na derrota militar egípcia.






































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