Três países de influência global oficializaram neste domingo, 21, o reconhecimento do Estado da Palestina, medida considerada ineficaz para acabar com o conflito em Gaza por Israel e até mesmo pelos palestinos.
Os anúncios foram feitos de maneira quase simultânea pelos governos do Reino Unido, da Austrália e do Canadá. A posição será oficializada durante a 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que prossegue nesta semana em Nova York.
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Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, declarou na rede social X: “Hoje, o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina para reviver a esperança de paz entre palestinos e israelenses, e uma solução de dois Estados”.
O premiê já havia antecipado, em 29 de julho, a possibilidade desse reconhecimento ocorrer em setembro, caso Israel não atendesse exigências como cessar-fogo em Gaza ou o fim da anexação da Cisjordânia.
Reconhecimento da Palestina como Estado é apoiado pela ONU
No mesmo dia, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, comunicou a decisão de seu governo. “Ao fazê-lo, a Austrália reconhece as aspirações legítimas e antigas do povo palestino de ter um Estado próprio.”
O chefe de governo australiano reforçou que o ato de hoje “reflete o compromisso de longa data da Austrália com uma solução de dois Estados”. Albanese ainda declarou que este sempre foi o “único caminho para uma paz e segurança duradouras para os povos israelense e palestino”.
O Canadá completou a lista de anúncios, com comunicado do primeiro-ministro Mark Carney no qual afirma que “oferece sua colaboração para construir a promessa de um futuro pacífico, tanto para o Estado da Palestina como para o Estado de Israel”.
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Israel, Estados Unidos e Alemanha são contra o reconhecimento da Palestina como Estado. Um dos argumentos é que isso seria uma “premiação” aos terroristas do Hamas, que fizeram contra Israel o pior ataque terrorista da história do país em 7 de outubro de 2023.
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O Reino Unido, o Canadá e a Austrália se unem a cerca de 140 Estado membros da ONU que já reconheceram a Palestina, como Brasil, Espanha e Rússia.









































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