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Reino Unido deve liberar alguns presos para diminuir a superlotação carcerária

A ministra da Justiça, Shabana Mahmood, declarou que a medida vai começar a valer a partir de setembro

Wakefield prison
Medida passa a valer em setembro no Reino Unido; na foto, a prisão de Wakefield, na Inglaterra | Foto: Wikipedia Commons

O novo governo do Reino Unido anunciou planos para libertar temporariamente alguns prisioneiros no início de suas sentenças, com o objetivo de aliviar a superlotação nas prisões. A ministra da Justiça, Shabana Mahmood, informou nesta sexta-feira, 12, que a mudança entrará em vigor a partir de setembro.

A nova medida permitirá que alguns detentos sejam soltos após cumprir 40% de suas penas, uma redução em relação aos atuais 50%. Crimes violentos graves, sexuais e relacionados à violência doméstica estão excluídos da proposta do governo do Reino Unido.

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De acordo com o The Guardian, os sistemas prisionais da Inglaterra e País de Gales enfrentam lotação iminente —que integram o Reino Unido. “Ninguém quer fazer isso, mas suas mãos foram forçadas pela inação do último lote”, disse uma fonte ao jornal. “É uma opção, no entanto, e ainda não é um acordo fechado.”

O The Mirror apontou que prisões femininas poderiam ser convertidas para receber prisioneiros masculinos, antecipando a libertação das detentas. A secretária de Justiça, Shabana Mahmood, deve anunciar medidas emergenciais nos próximos dias, segundo o jornal.

A população carcerária do Reino Unido era de 87.505 em maio deste ano, próxima da capacidade oficial de 88.895.

Premiê do Reino Unido suspende plano de deportar imigrantes

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse no último sábado, 6, durante sua primeira coletiva de imprensa, que o plano de deportar para Ruanda, na África, imigrantes que entrassem no país e pedissem asilo não será implementado. A idealização do programa partiu de políticos conservadores derrotados na última eleição.

“O esquema de Ruanda estava morto e enterrado antes mesmo de começar”, disse o premiê britânico.

A declaração foi um dos primeiros grandes anúncios de Starmer no cargo, embora já se aguardava a anulação da medida. Durante a campanha, ele, que é do Partido Trabalhista, já havia dito que abandonaria o plano.

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