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Relatório indica perda de neutralidade do MSF na guerra de Gaza

Documento cita uso de dados do Hamas e mudança no discurso da organização

Hamas disputa poder eleições Gaza
Relatário afirma que o padrão do Médicos Sem Fronteiras não é recente | Foto: Foto: Reprodução/ Site IDF

Um relatório recente da organização NGO Monitor sustenta que o Médicos Sem Fronteiras (MSF) se afastou dos princípios de neutralidade e imparcialidade na cobertura da guerra em Gaza. O documento afirma que a entidade passou a utilizar números fornecidos pelo Hamas e reduziu referências ao papel do grupo no conflito.

A organização divulgou o material cerca de um ano depois de integrantes da antiga direção do MSF alertarem para um desvio da missão original da entidade. Segundo o relatório, essa mudança teria se intensificado ao longo dos últimos anos.

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Críticas internas e questionamentos sobre posicionamento

O ex-secretário-geral do MSF Internacional Alain Destexhe declarou que a organização deixou de manter a neutralidade. Ele afirmou que a linguagem humanitária passou a servir a uma causa política. As informações foram divulgadas pelo jornal Atlantico.

Terroristas do Hamas patrulham ruas de Gaza, em meio a tensões com clãs rivais que disputam influência no território | Foto: Divulgação/IDF
Segundo o relatório, o MSF demorou três dias para reconhecer ataque e não fez citação ao Hamas | Foto: Divulgação/IDF

Destexhe também publicou, em dezembro de 2023, um relatório em que descreve uma aproximação entre o MSF e o Hamas. De acordo com ele, cerca de 40% das declarações de funcionários da entidade incluíam manifestações consideradas favoráveis ao grupo ou ao ataque de 7 de outubro.

A NGO Monitor afirma que esse padrão não surgiu recentemente. Segundo o documento, desde 2015 já havia sinais de uma narrativa focada em críticas a Israel, com menor ênfase nas ações do Hamas. O relatório revela que essa tendência se intensificou depois dos ataques de outubro de 2023.

Na ocasião, o ataque deixou mais de mil mortos e centenas de sequestrados. Ainda segundo a NGO Monitor, o MSF levou três dias para reconhecer publicamente que o Hamas havia iniciado a ofensiva. Com lançamento de foguetes e tomada de reféns.

O documento também menciona episódios em que o texto associa as mortes de profissionais de saúde apenas à escalada do conflito, sem mencionar diretamente o Hamas nem possíveis crimes de guerra do grupo.

O MSF, por sua vez, reconhece que não possui autoridade legal para determinar a intenção necessária para caracterizar genocídio. Mesmo assim, representantes da organização têm descrito ações israelenses como de natureza genocida em declarações públicas.

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1 comentário
  1. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    ONGs e seus posicionamentos políticos equivocados. Se fazem de bonzinhos nas publicidades pedindo doação mas se posicionam ao lado do que há de pior da humanidade. Perde quem precisa de assistência.

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