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Relatório revela quantas mulheres perderam disputas para atletas trans

Mais de 600 competidoras foram prejudicadas

Lia Thomas, a nadadora trans que venceu mulheres com quase uma piscina de vantagem e sagrou-se campeã da liga universitária norte-americana (NCAA)
Lia Thomas, a nadadora trans que venceu mulheres com quase uma piscina de vantagem e se sagrou campeã da liga universitária norte-americana (NCAA) | Foto: Reprodução/NCAA

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que atletas mulheres perderam quase 900 medalhas para concorrentes trans em competições femininas.

O estudo, chamado “Violência Contra Mulheres e Meninas no Esporte“, mostra que mais de 600 atletas mulheres saíram no prejuízo. Essas derrotas ocorreram em disputas em 29 esportes diferentes, em mais de 400 competições.

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Com dados coletados pela consultora independente Reem Alsalem, relatora especial das Nações Unidas sobre violência contra mulheres e meninas, o documento está nas mãos da Assembleia-Geral da ONU desde o começo deste mês. Os eventos esportivos e os períodos em que as medalhas foram conquistadas não foram detalhados.

As vantagens de atletas trans contra mulheres

O documento destacou que políticas de federações internacionais e órgãos governamentais nacionais permitiram a participação de atletas nascidos do sexo masculino em categorias femininas. Reem argumentou que atletas masculinos possuem características físicas que os levam a ter vantagens em relação às mulheres, como maior força e níveis de testosterona mais altos.

Algumas federações exigem a supressão de testosterona das competidoras trans para a qualificação em categorias femininas. Contudo, Reem afirmou que a supressão farmacêutica não elimina as vantagens de desempenho já adquiridas por atletas geneticamente masculinos.

“Essa abordagem pode não apenas prejudicar a saúde do atleta em questão, mas também não consegue atingir seu objetivo declarado”, explicou a consultora. “Portanto, os níveis de testosterona considerados aceitáveis por qualquer órgão esportivo são, na melhor das hipóteses, não baseados em evidências, arbitrários e favorecem assimetricamente os homens.”

Conforme Reem, mulheres naturalmente enfrentam dificuldade para entrar em competições esportivas de alto nível. E essa dificuldade se acentua à medida que homens que se identificam como mulheres passam a disputar competições femininas.

Uma agressão às mulheres, por Ana Paula Henkel

“Há mais de cinco anos venho escrevendo e falando sobre o que jamais poderíamos imaginar, principalmente nós, mulheres: ver homens biológicos competindo no esporte feminino”, escreve a colunista Ana Paula Henkel, em artigo publicado na Edição 105 da Revista Oeste. “Já escrevi uma carta aberta ao Comitê Olímpico Internacional e uma dúzia de artigos detalhando todos os pontos absurdos dessa política nefasta de identidade de gênero que vem prejudicando meninas e mulheres em todo o mundo e em quase todos os esportes.”

A colunista acrescenta que não é preciso repetir todas as informações óbvias das aulas de biologia da 5ª série — basta ter mais de dois neurônios para entender que homens têm corações e pulmões maiores, maior capacidade cardiorrespiratória, maior oxigenação sanguínea por causa da maior produção de glóbulos vermelhos, fibras mais rápidas, densidade óssea superior. Homens são biologicamente diferentes de mulheres.

Clique aqui para ler o artigo sobre competidoras trans completo.

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1 comentário
  1. Itamar Luiz Schneider
    Itamar Luiz Schneider

    Fico imaginando o que aconteceria se, numa final olímpica: natação, 100 metros ou qualquer outra, as mulheres de verdade, não partissem para a disputa. Quais acusações seriam feitas para lacrar? Quais punições seriam adotadas para “corrigir” tal “afronta ao esporte”?
    O mundo não vai melhorar, esqueçam!!!

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