Remédio contra a malária pode ajudar no combate ao coronavírus

Ensaios clínicos de testes já acontecem em diversos países [caption id="attachment_236384" align="alignnone" width="1920"] Remédios em cápsulas | Foto: pxHere[/caption] Uma pesquisa realizada pelos professores americanos James Todaro e Gregory Rigano identificou…
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Ensaios clínicos de testes já acontecem em diversos países

Remédios em cápsulas | Foto: pxHere

Uma pesquisa realizada pelos professores americanos James Todaro e Gregory Rigano identificou que um antigo medicamento chamado cloroquina, utilizado contra a malária, também pode funcionar para o novo coronavírus.

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Elon Musk, presidente da Tesla, chegou a postar recentemente em seu Twitter que “pode ​​valer a pena considerar o uso de cloroquina” para a covid-19. Embora os dados sejam novos, os estudos apoiam a sugestão do empresário.

A cloroquina, ou hidroxicloroquina — como é conhecida no Brasil —, tem sido empregada no tratamento da malária desde 1944. A substância pode ser utilizada antes da exposição ao vírus para prevenir infecções e também posteriormente, quando já existe a contaminação.

A malária é uma doença causada por um protozoário, diferentemente da covid-19. No entanto, estudos de laboratório mostram que a cloroquina é eficaz na prevenção e no tratamento do vírus que causa a síndrome respiratória aguda grave, ou Sars, da mesma família do coronavírus.

Diante da eficácia da cloroquina no tratamento da Sars, os cientistas investigam se a droga seria eficaz contra o coronavírus responsável pela covid-19. Até agora, os testes iniciais foram encorajadores.

“Há evidências de que as partículas virais foram reduzidas  quando a cloroquina foi usada”, disse Len Horovitz, pneumologista do Hospital Lenox Hill, em Nova York.

Pesquisadores na China descobriram que os picos de proteína na superfície do coronavírus são semelhantes aos encontrados na superfície do vírus da Sars, de acordo com informações da ABC News.

As pessoas são infectadas quando esses picos de proteína se ligam a receptores especiais do lado de fora das células humanas. A cloroquina atua interferindo nesses receptores, o que pode prejudicar a capacidade do vírus de se ligar às células.

Existem mais de 20 ensaios clínicos em andamento na China e outros programados para começar na Inglaterra, Tailândia, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Diante das pesquisas, a farmacêutica Bayer anunciou nesta quinta-feira, 19, que está doando 3 milhões de comprimidos de Resochin (fosfato de cloroquina), um medicamento descoberto pela empresa em 1934 e indicado para prevenção e tratamento da malária, ao governo dos Estados Unidos.

O Resochin também apresenta propriedades antivirais na resposta imune do corpo, e novas pesquisas clínicas na China mostram o potencial do medicamento para tratar pacientes com covid-19, de acordo com um comunicado da Bayer.

Atualmente, o remédio não está aprovado para utilização nos EUA, mas a Bayer vem trabalhando com as agências apropriadas em uma autorização de uso de emergência.

 

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