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Rodrigo Constantino explica a intenção de Trump com a alta das tarifas

Economista e colunista da Revista Oeste diz que intenção do republicano é 'fazer pressão', e não para iniciar uma guerra comercial

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump | Foto: REUTERS/Nathan Howard/File
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Nathan Howard/File/Reuters

Em artigo publicado na Edição 263 da Revista Oeste, o jornalista e comentarista político Rodrigo Constantino explicou a intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a alta das tarifas internacionais. A publicação foi ao ar na última sexta-feira, 4.

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​Na última semana, o republicano elevou as tarifas sobre produtos chineses para 125%. Além disso, houve um acréscimo de 20% relacionado a medidas contra o fentanil, que totalizou 145% de tarifas sobre as importações do país asiático.

Essa decisão gerou reação da China, que retaliou com tarifas de até 15% sobre produtos norte-americanos, incluindo carvão, gás natural liquefeito, petróleo bruto, máquinas agrícolas e veículos de grande porte.

O que diz Constantino sobre a decisão de Trump

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O economista Rodrigo Constantino, colunista da Revista Oeste | Foto: Reprodução/Redes Sociais

“A seguir, apresento os argumentos liberais com base no grande economista francês Bastiat. Admitir que as tarifas significam um custo econômico para os americanos é um ponto de partida necessário para avaliar as intenções de Trump. Fossem elas somente mercantilistas, teríamos de fato um problema maior. Mas, ao que tudo indica, Trump quer utilizar essa ameaça crível para forçar a redução das tarifas dos demais países, o que seria claramente benéfico a todos, inclusive aos americanos.

E há, também, o aprendizado com a pandemia, que mostrou a fragilidade de uma dependência excessiva da indústria estrangeira. O argumento da desindustrialização em si é fraco, pois toda nação que enriquece tem crescente participação dos serviços no PIB. Há muito mito nessa paranoia exagerada da perda da indústria nacional, portanto, em que pese a China ter abocanhado boa parte da manufatura global, em particular a que depende mais de mão de obra. Trump quer “trazer os empregos de volta”, principalmente do trabalhador de fábrica, a classe média “blue collar”. Mas há limites para tanto, sob o risco de custos bem maiores para os consumidores.

[…]

Em suma, tarifar importados é algo economicamente prejudicial ao próprio povo. Muitas críticas às tarifas de Trump ficam restritas a essa lógica econômica. Mas Trump está usando as tarifas como ferramenta de pressão política, o que é diferente. Em nome da honestidade, deve-se aceitar que há um custo econômico ao optar por esse caminho. Mas no médio prazo o efeito pode ser muito positivo, principalmente se suas ameaças surtirem o devido efeito.”

O artigo “As tarifas de Trump” está disponível a todos os mais de 100 mil assinantes da Revista Oeste.

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A Edição 263 da Revista Oeste vai além do texto de Rodrigo Constantino. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de Silvio Navarro, Augusto Nunes, Adalberto Piotto, Alexandre Garcia, Guilherme Fiuza, Tiago Pavinatto, Cristyan Costa, Carlo Cauti, Sarah Pares, Loriane Comeli, Ana Paula Henkel, Dagomir Marquezi, Evaristo de Miranda, Flávio Gordon, Brendan O’Neill (Spiked) e Daniela Giorno.

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2 comentários
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Aqui em casa a gente gosta do Constantino. Já comentamos alguma coisa a respeito do Pacote de Reciprocidade, mas aqui do fundo do sertão é melhor descascar banana com o pensamento do que alertar para alguma coisa esquecida. Ufa. POR QUE os economistas, feiticeiros de geopolítica e jornalistas no plantão da esquerda 24 horas não falam também da tabela apresentada pelo Trump. Ele demonstrou a extravagante diferença de tarifas entre aquelas aplicadas pelos EUA e as que chegam de outros países. As tarifas gigantes tiveram réplica de Trump até com o termo “gentil”, pois não alcança o teto oferecido pelos amigos e inimigos. O tarifaço do Vietnã (e outros países de ditadura comunista) aplicam 90%, e foram de acordo bilateral? O Lula reclamou do unilateralismo de Trump, mas dos amigos comunistas ele silenciou. O protecionismo é de quem? Dizem alguns que foram os norte-americanos que enriqueceram e deram poder de mercado a China. Ha controvérsias sobre esta premissa. Se foi, o Trump quer corrigir. Por outro lado, ele, na prática estava chamando para a mesa da negociação todos os países que entram no mercado dos EUA. Ou seja, o Constantino vende pra mim por 30 e eu vendo pro Constantido por 4. Aí tem algo errado no tabuleiro das negociações. Quem não entendeu isto, realmente está com a narrativa esquedista mundial.

  2. Christian
    Christian

    E FUNCIONOU …!!! Já tem 90 países querendo voltaer a negociar.
    A China continua teimosa…

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