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Rússia ameaça reconsiderar acordo de paz com a Ucrânia

A Ucrânia perdeu cerca de 420 km de território e muito sangue desde que Putin propôs termos de paz

Soldados ucranianos
Desde que invadiu a Ucrânia em 2022, a Rússia anexou 18% do país | Foto: Reprodução/Twitter/X/@DefenceU

O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, disse nesta terça-feira, 6, que os termos do acordo com a Ucrânia ficarão mais duros se Kiev demorar para entrar nas negociações de paz.

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“A janela de oportunidade da Ucrânia está diminuindo”, afirmou Shoigu a uma televisão estatal. “As ilusões do regime de Kiev de que os europeus organizarão outra bela cúpula de paz, na qual todos os seus problemas internos serão resolvidos por si próprios, estão custando caro ao povo da Ucrânia.”

Segundo o oficial, a Ucrânia perdeu cerca de 420 km de território e muito sangue desde que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs termos de paz.

Moscou afirmou que o acordo deve se basear na cessão de terras correspondentes a um quinto de seu território à Ucrânia. Muitas dessas terras estão confiscadas por autoridades russas.

A pressão da Rússia sobre a Ucrânia

O pais comandado por Vladimir Putin também pede que a Ucrânia descarte a ideia de entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O país prontamente rejeitou a proposta.

Desde que invadiu a Ucrânia em 2022, as forças russas anexaram 18% do país. Entre os territórios tomados destaca-se a Crimeia.

A Rússia também tem área de quatro regiões no sudeste ucraniano. O presidente Putin disse que Kiev deve conceder 100% dessas regiões por causa de questões históricas e culturais.

A agência de notícias Reuters afirmou que os russos estão dispostos a dar um fim na guerra. A condição seria aceitar as atuais linhas de batalha. Caso contrário, eles também estão muito dispostos a dar continuidade no conflito.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou, no mês passado, que Kiev estava disposta a negociar. A única condição imposta é de que a “soberania e a integridade territorial da Ucrânia fossem plenamente respeitadas.”

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