A Rússia aumentará o Imposto de Renda para seus cidadãos mais ricos, para buscar financiamento de longo prazo para a guerra na Ucrânia, informou o The Times.
O presidente do país, Vladimir Putin, afirmou antes de vencer seu quinto mandato em março que o o governo precisava elevar os impostos devido ao aumento dos gastos militares, que agora representam um terço do orçamento nacional.
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A proporção dos gastos militares é a maior registrada por Moscou desde os anos 1980, no auge da Guerra Fria. Em declaração recente, Putin informou que os gastos militares atingiram mais de 8% do Produto Interno Bruto (PIB), mas negou que isso fosse insustentável.
Aumento dos gastos militares
Putin declarou: “Os gastos militares atingiram mais de 8% do PIB, mas isso não é insustentável.” A decisão dele de aumentar os impostos marca uma mudança significativa nas políticas fiscais do presidente, desde que ele assumiu o poder há 24 anos.
Em 2001, Putin implementou uma taxa única de 13% para o Imposto de Renda no país. Agora, ele afirma que a mudança é necessária para sustentar o aumento dos gastos militares e garantir os recursos necessários para o conflito na Ucrânia.
As mudanças propostas vão fazer as novas alíquotas variarem de 13% para quem ganha até o equivalente a US$ 27 mil por ano a até 22% para quem excede US$ 560 mil, segundo o Estado de S. Paulo. Na Rússia, a renda familiar per capita é de cerca de US$ 7.100, conforme informa o provedor de dados CEIC.
Em comunicado assinado pelo ministro das Finanças, Anton Siluanov, as propostas foram enviadas ao gabinete e poderiam ser aprovadas na câmara baixa do parlamento antes da parada de verão. Cerca de 2 milhões de pessoas, ou 3,2% da força de trabalho total, seriam afetadas por este imposto de renda pessoal progressivo.
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