Rússia e Ucrânia falam em progresso e agendam nova reunião

'Não cederemos, a princípio, em nenhuma posição', disse negociador ucraniano
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Presidente russo, Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Kremlin
Presidente russo, Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Kremlin

Autoridades da Rússia e Ucrânia fizeram neste domingo, 13, avaliações mais otimistas sobre o progresso das negociações para um cessar-fogo, sugerindo que poderia haver resultados positivos em alguns dias.

“Não cederemos, a princípio, em nenhuma posição”, disse o negociador e conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak, em um vídeo. Ele acrescentou que o Kremlin agora “já está começando a falar de forma construtiva”.

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“Acho que alcançaremos alguns resultados literalmente em questão de dias”, disse Podolyak.

O assessor da presidência ucraniana, Mykhailo Podolyak, que integra a delegação responsável pelas negociações com a Rússia, disse que os dois países participarão de uma nova rodada de negociações na segunda-feira 14.

Ele afirmou que na última semana, os representantes dos dois países se mantiveram em contato “de forma ininterrupta” por videoconferências e que grupos de trabalho “estão em constante funcionamento”.

Rússia

A agência de notícias russa Interfax citou um representante russo, Leonid Slutsky, que relatou que as conversas haviam alcançado progressos substanciais. Nenhum dos lados indicou qual poderia ser o escopo de qualquer acordo.

“De acordo com minhas expectativas pessoais, nos próximos dias este progresso pode crescer para uma posição conjunta de ambas as delegações, em documentos para serem assinados”, disse Slutsky.

Estados Unidos

Também neste domingo, a secretária-adjunta de Estado dos EUA, Wendy Sherman, disse que Moscou estava mostrando sinais de disposição para se engajar em negociações substantivas sobre o fim do conflito.

Negociadores de Moscou e Kiev realizaram várias rodadas de conversas desde que Putin enviou tropas à Ucrânia em 24 de fevereiro. Os ministros das Relações Exteriores russo e ucraniano também se reuniram na Turquia na quinta-feira.

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3 comentários Ver comentários

  1. Os prejuízos financeiros, materiais e humanos que o povo russo sofreu e ainda sofre agora se justifica como, se é que isso tem alguma justificativa? Muita gente, eu incluído, ainda não entendeu o motivo real dessa guerra, essa justificativa da presença das tropas da OTAN, não cola, pelo motivo que mesmo com a anexação da Ucrânia, sempre haverá uma fronteira com os países da OTAN, então não tem sentido. O motivo é outro e que poucos sabem, pelo menos por enquanto. Se houver um recuo dos russos, o Putin estará em maus lençois, então ele tem que continuar com o conflito,. para obter um resultado que o coloque bem perante os seus. Vejam o exemplo da Argentina na guerra das Malvinas/Falklands, invadiram as ilhas, foram derrotados, o governo caiu e os generais responsáveis foram presos. Isso pode acontecer com o Putin se ele recuar agora.

    1. Paulo Renato,

      O sistema de defesa antimísseis dos EUA, pode ser facilmente usado para atacar.

      A razão para isso são as rampas de lançamento Mk-41 usadas ou “Aegis-Ashore, porque podem ser usadas universalmente. Estas são as plataformas de lançamento Aegis instaladas em navios de guerra dos EUA para lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk. Eles foram simplesmente instalados em terra na Polônia e na Romênia e podem disparar tanto os mísseis antimísseis quanto os mísseis de cruzeiro Tomahawk que podem ser equipados com bombas nucleares de 150 quilotons.

      Isso é extremamente perigoso porque pode acidentalmente levar a uma guerra nuclear. No caso de um míssil ser lançado de lá, a Rússia não sabe se um antimíssil foi lançado ou se um míssil nuclear está voando na direção da Rússia.

      Além disso, a “defesa de mísseis” viola o Ato Fundador OTAN-Rússia, no qual a OTAN se comprometeu a não estacionar soldados permanentemente na Europa Oriental. A OTAN vem violando isso há muitos anos, mas com a “mídia de qualidade” não relatando isso, os usuários da mídia ocidental não conseguem entender por que a Rússia pode se sentir ameaçada.

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