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Rússia lança maior ataque aéreo da guerra contra a Ucrânia desde início da guerra

Ofensiva aconteceu depois de Putin sinalizar abertura para novas negociações de paz

Rússia; Corpos de residentes jazem no local de um ataque de mísseis russos, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Sumy, Ucrânia - 13/4/2025 | Divulgação/Reuters
Corpos de residentes jazem no local de um ataque de mísseis russos, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Sumy, Ucrânia - 13/4/2025 | Divulgação/Reuters

Uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas no maior ataque aéreo da Rússia contra a Ucrânia desde o início da guerra, ocorrido na madrugada deste domingo, 29. Segundo autoridades em Kiev, foram lançadas 537 armas aéreas — 477 drones e 60 mísseis —, das quais 249 foram interceptadas pelas defesas ucranianas.

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O ataque atingiu diversas regiões do país, inclusive áreas no oeste, longe da linha de frente dos combates. Além das vítimas, houve incêndio de grande proporção em uma fábrica e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Soldados em campo na Ucrânia | Foto: Reprodução/Redes sociais
Soldados em campo na Ucrânia | Foto: Reprodução/Redes sociais

Esse bombardeio supera o ataque massivo contra cidades ucranianas promovido pela Rússia em 10 de junho, que causou duas mortes, ferimentos e destruição em áreas civis. Kiev havia classificado a ofensiva como uma das maiores desde o início da guerra.

Segundo autoridades ucranianas, mais de 315 drones e sete mísseis foram disparados contra o território do país.

Putin volta a falar em paz com Ucrânia

A ofensiva acontece logo depois de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmar que Moscou está disposta a retomar negociações diretas de paz em Istambul. Em entrevista a jornalistas na última sexta-feira, 27, ele disse concordar que. “depois da conclusão desta etapa, realizaremos uma terceira rodada de negociações”. 

Autoridades da Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e Turquia durante negociação em Istambul | Foto: Reprodução/Redes sociais
Autoridades da Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e Turquia durante negociação em Istambul | Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo o presidente russo, representantes de ambos os lados mantêm contatos regulares, apesar das divergências ainda profundas nos pontos discutidos. “Em geral, estamos prontos para isso”, disse Putin sobre as negociações de paz. “Mas precisamos concordar sobre o local e o horário.”

As tentativas de diálogo entre Rússia e Ucrânia têm sido pontuais desde o início da invasão em fevereiro de 2022. As últimas negociações diretas aconteceram ainda no primeiro semestre daquele ano, também na Turquia, mas fracassaram diante das exigências territoriais de Moscou e da resistência ucraniana em aceitar concessões.

Desde então, países como China, Brasil e Turquia têm tentado mediar conversas paralelas, enquanto a Suíça organiza uma cúpula pela paz para os próximos meses — sem, até agora, a participação formal da Rússia.

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2 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O Brasil não media sua política, sua economia, sua indústria, seu agronegócio, sua sociedade. Mas vai querer mediar o que no exterior com seu diálogo analógico.

    .

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