Relação entre Rússia e Otan se aproxima da ‘hora da verdade’, diz diplomata

Declaração de Alexander Grushko ocorreu um dia depois do reinício de negociações entre Washington e Moscou sobre o futuro da Ucrânia  
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Vladimir Putin é presidente da Rússia
Vladimir Putin é presidente da Rússia | Foto: Reprodução/Flickr

O chanceler adjunto da Rússia, Alexander Grushko, disse que a relação do país com a Otan (aliança militar ocidental) está chegando à “hora da verdade”, segundo a rede Al Jazeera.

A declaração ocorreu nesta terça-feira, 11, um dia depois do reinício de negociações entre Washington e Moscou sobre o futuro da Ucrânia.

Diplomatas de alto escalão dos Estados Unidos e da Rússia recomeçaram negociações na última segunda-feira, 10. Eles trataram das tensões envolvendo a expansão da Otan para o leste e a possibilidade de entrada da Ucrânia na aliança.

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Atualmente, 100 mil militares russos estão posicionados próximo do território ucraniano. Mas Moscou afirmou não ter intenção de atacar o país vizinho, embora não descarte a ação militar. Washington, por sua vez, reiterou as advertências sobre eventual invasão.

“Não é exagero dizer que a hora da verdade está chegando em nossas relações com a aliança”, disse Grushko a agências de notícias russas.

O vice-ministro do Exterior da Rússia, Serguei Ryabkov, descreveu as conversas de segunda-feira como difíceis.

Contudo, afirmou que a postura dos Estados Unidos não foi surpreendente. “Algumas ameaças ou avisos foram apresentados”, revelou. “Explicamos aos nossos colegas norte-americanos que não temos planos de atacar a Ucrânia. Não há razão para temer algo nesse sentido.”

Segundo a vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, o diálogo foi franco e direto. Nessa conversa, Washington rejeitou as propostas de segurança feitas por Moscou. “Deixamos bem claro que é muito difícil ter uma diplomacia construtiva, produtiva e bem-sucedida sem que haja algum recuo”, afirmou.

Isso porque a Rússia exigiu que a Otan retire tropas da Polônia, dos países bálticos e de outras nações que entraram no tratado após 1997.

Por isso, a posição russa é considerada inaceitável pelo governo norte-americano e as negociações seguem em um impasse.

Tensão

Assim, as potências ocidentais temem que a concentração de tropas russas perto da fronteira com a Ucrânia possa levar a uma invasão. Isso já ocorreu em 2014, na Crimeia.

Desde que a Rússia anexou a Crimeia, em resposta à deposição do presidente pró-Kremlin, Viktor Yanukovich, a Ucrânia tem lidado com constantes conflitos internos envolvendo grupos separatistas.

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