O Senado dos Estados Unidos rejeitou, nesta quinta-feira, 4, a tentativa do líder democrata e senador por Nova York, Chuck Schumer, de barrar o avanço do chamado Fundo de Combate à Instrumentalização do Departamento de Justiça (Justice Department Anti-Weaponization Fund), mecanismo de US$ 1,8 bilhão defendido pelo governo do presidente Donald Trump.
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O fundo destina dinheiro para o funcionamento interno do Departamento de Justiça dos EUA. A justificativa oficial é financiar estruturas e mecanismos de investigação voltados a evitar o que o governo de Trump chama de “uso político” de órgãos federais contra o próprio Poder Executivo.
O fundo é direcionado a pessoas que alegam ter sido prejudicadas pelo governo. Na prática, o tema virou um ponto de conflito político direto entre republicanos e democratas, que divergem sobre se o fundo funciona como uma proteção institucional ou como um instrumento de intimidação política.
A votação terminou em 50 a 49 e manteve o fundo dentro do pacote republicano em discussão. A iniciativa de Schumer buscava devolver o projeto à Comissão do Judiciário para incluir uma cláusula que eliminaria o fundo, sob críticas de democratas que o consideram um mecanismo de uso político de recursos públicos. A proposta foi derrotada no plenário.
A disputa expôs também divisões dentro do Partido Republicano. Parte dos senadores tentou impor limites legais ao fundo ou sua desativação formal, o que acabou interferindo na estratégia da liderança para aprovar o pacote de financiamento da imigração. Este inclui recursos para o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, em inglês) e a patrulha de fronteira, dentro do processo de reconciliação orçamentária.
O senador Thom Tillis propôs redirecionar os recursos para ações de combate a fraudes no Departamento de Justiça, mas a proposta não avançou. A maior parte da bancada republicana rejeitou mudanças mais amplas no texto, preservando a estrutura original do pacote.
Fundo de Trump e os republicanos
Onze senadores republicanos votaram alinhados a diferentes emendas ou tentativas de alteração, incluindo Susan Collins e Lisa Murkowski, ampliando as fissuras internas na base governista. Paralelamente, o Senado retirou do pacote de imigração o financiamento de um salão planejado para a Casa Branca, também associado a Trump, como movimento para reduzir resistências e garantir a aprovação do restante da proposta.
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O processo legislativo ainda não está encerrado. Como o tema está inserido no pacote de reconciliação orçamentária da imigração, o Senado deve passar por uma nova sequência de votações de emendas antes da deliberação final do projeto. Ao final dessa etapa, o texto consolidado seguirá para votação final no Senado, antes de eventual envio à Câmara dos Representantes, caso haja mudanças em relação à versão original.





































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