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Simone Biles reverencia Rebeca no pódio olímpico

Norte-americana, ganhadora de 11 medalhas, vinha elogiando a brasileira e se curvou a ela durante a premiação, em atitude de humildade

Atletas americanas reverenciam Rebeca Andrade no pódio olímpico | Foto: Reprodução/Reuters
Atletas americanas reverenciam Rebeca Andrade no pódio olímpico | Foto: Reprodução/Reuters

A ginasta Rebeca Andrade, de 24 anos, garantiu nesta segunda-feira, 5, a sexta medalha em Jogos Olímpicos e se tornou a maior medalhista brasileira da história. Ao vencer na apresentação de solo, ela conquistou o segundo ouro olímpico de sua carreira, sua quarta medalha nesta edição. Foi, com isso, reverenciada pela norte-americana Simone Biles, de 27 anos, considerada uma lenda no esporte, que acumula 11 medalhas olímpicas.

Na prova de solo, Biles ficou com a prata e outra norte-americana, Jorden Chiles, foi bronze. No pódio, depois da premiação, Biles, acompanhada de Chiles, se curvou em reverência a Rebeca. Ambas, Rebeca e Biles, desenvolveram uma saudável rivalidade durante os Jogos. Que, dentro do espírito esportivo, proporcionou uma relação de respeito e admiração.

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A troca de elogios foi uma constante. Principalmente vinda do lado de Biles, que, mesmo consagrada como um dos maiores nomes da ginástica, enalteceu Rebeca em várias ocasiões. Depois da prova de individual geral, em que ficou com o ouro, Biles disse que Rebeca é a rival que mais chegou perto dela.

“Acho que não consigo mais competir com a Rebeca”, afirmou a norte-americana, em entrevista. “Estou muito orgulhosa dela, [mas] ela estava perto demais. Nunca tive uma atleta tão próxima.”

Passados dois dias, Biles, vestida com camiseta e sem os trajes esportivos, voltou a elogiar Rebeca em um vídeo que viralizou no TikTok

“Eu vou falar… A Rebeca é boa. Ela é boa”, reforçou. “Eu diria que ela é minha maior adversária.”

Além das declarações

A admiração foi além das declarações. Em meio à tensão das competições na Arena Bercy, Biles e Rebeca trocavam olhares afetuosos e sorrisos. Saltavam, pulavam, se desgastavam sem se desapegar dos valores do esporte. Colocavam, em várias situações, a essência da brincadeira à exigência do alto rendimento. Como duas meninas se desafiando em um duelo de “estrelas”, em cambalhotas na rua, parque ou no pátio da escola.

Na competição de solo, Biles participou da disputa com a mesma concentração. Rebeca ficou com o ouro e, ao superar a norte-americana, desfez todo o mito de que apenas Biles era uma lenda. Rebeca, sim, se colocou ao lado dela no rol das maiores da história.

Biles, que subiu ao pódio com uma elegância e humildade ímpares, demonstrou novamente toda a admiração pela brasileira. Olhava para a concorrente, e agora amiga, com satisfação e generosidade, em vez de se mostrar contrariada.

No momento da distribuição das medalhas, Biles fez a reverência, em imagem que correu o mundo. Naquele instante, ela havia perdido a prova para Rebeca, mas venceu uma ainda mais importante, a de sua sinceridade.

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2 comentários
  1. Fabio Reiff Biraghi
    Fabio Reiff Biraghi

    Humildade é uma grande virtude. Parabéns Simone Biles pela competência e humildade. Pequenina mas enorme!

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