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Sistema secreto da Marinha detectou implosão de submarino

Sensores projetados para identificar embarcações hostis captaram ‘anomalia’

titanic submarino
Submarino Titan implodiu quando levava turistas aos destroços do Titanic | Foto: Divulgação/Ocean Gate | Foto: Foto: Reprodução

A Marinha dos Estados Unidos detectou ainda no domingo 18, dia do desaparecimento do submarino Titan — que partiu rumo aos destroços do Titanic —, uma “anomalia consistente com uma implosão ou explosão” no Atlântico Norte.

Os sons tinham origem na área na qual estava o submersível Titan no momento em que o veículo subaquático perdeu a comunicação com o navio. A informação foi revelada pelos jornais Wall Street Journal e The New York Times.

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Segundo oficiais da Marinha norte-americana, as buscas tiveram prosseguimento devido à ausência de outras pistas sobre o que poderia ter ocorrido com o submarino.

Como funciona o sistema secreto?

Os sensores subaquáticos foram projetados pela Marinha dos EUA para identificar submarinos hostis.

Os dados captados pelos equipamentos foram combinados com informações de aviões de vigilância P-8 da Marinha e boias de sonar na superfície para triangular a localização aproximada do Titan.

A análise dos dados acústicos submarinos e as informações sobre a localização do ruído foram então repassadas ao oficial da Guarda-Costeira encarregado das buscas, o contra-almirante John Mauger.

Como não havia nenhuma evidência visual nem outra evidência conclusiva de uma falha catastrófica, a Marinha avaliou que teria sido “irresponsável” presumir imediatamente que os cinco passageiros estavam mortos, e a busca teve ordem de continuar.

Submarino, Titanic e cinco corpos

O submarino Titan, da norte-americana OceanGate, partiu da costa leste do Canadá na manhã do domingo 18 rumo aos destroços do Titanic. Esse tipo de expedição era comercializado pela empresa no decorrer dos últimos anos. O veículo deveria voltar à superfície no fim da tarde, o que não ocorreu. A partir de então, as buscas começaram.

A viagem desta semana contava com cinco tripulantes. Quatro deles, segundo informações da imprensa dos Estados Unidos, pagaram cerca de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,1 milhão, na cotação atual) para a experiência: o bilionário britânico Hamish Harding, o bilionário paquistanês Shahzada Dawood, o também paquistanês Sulaiman Dawood (filho de Shahzada) e o pesquisador francês Paul-Henry Nargeolet (considerado o maior estudioso sobre o naufrágio do Titanic).

Fundador e presidente da OceanGate, o empresário Stockton Rush completava a tripulação do submarino que sumiu no Oceano Atlântico.

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