publicidade
Mundo

Sob acusação de espionagem, Rússia expulsa 6 diplomatas britânicos de Moscou

Medida ocorre horas depois de reunião entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

Bandeiras da Rússia e do Reino Unido
Do lado esquerdo, a bandeira do Reino Unido; à direita, a bandeira da Rússia | Foto: Reprodução/Alexander Lesnitsky/Pixabay

A Rússia anunciou, nesta sexta-feira, 13, a expulsão de seis diplomatas britânicos de sua capital, Moscou. O Serviço Federal de Segurança (FSB) acusou os profissionais de terem feito “espionagem e atividades de sabotagem”, sem especificar as ações.

“Os fatos revelados dão motivos para considerar as atividades dos diplomatas como ameaças para a segurança da Federação Russa”, afirmou o FSB em comunicado, conforme a agência Tass.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

De acordo com o órgão de segurança russo, documentos revelam que um departamento do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido foi transformado em “um serviço especial cuja principal tarefa é infligir uma derrota estratégica” à Rússia. Tudo teria ocorrido depois da invasão russa da Ucrânia.

“Com base em documentos do FSB, bem como em resposta a inúmeras medidas hostis de Londres, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em cooperação com as agências envolvidas, encerrou o credenciamento de seis funcionários do departamento político da Embaixada do Reino Unido em Moscou”, informa a nota.

Leia também: “Ela é Biden”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 234 da Revista Oeste

O anúncio da expulsão ocorreu poucas horas antes de uma reunião entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O encontro discutiria a autorização para que a Ucrânia utilize armas de longo alcance contra a Rússia.

Reunião entre líderes incomoda a Rússia

Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente dos EUA, Joe Biden
Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente dos EUA, Joe Biden | Foto: Reprodução/YouTube/Sky News

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou mísseis britânicos Storm Shadow e norte-americanos ATACMS para atingir locais de bombardeios russos.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou nesta quinta-feira, 12, que a autorização dessas armas significaria a entrada da Otan na guerra. Putin afirmou que a medida “mudaria significativamente a natureza do conflito” e que Moscou tomaria “decisões apropriadas com base nas ameaças” enfrentadas.

Leia mais: “O braço terrorista da ONU”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 233 da Revista Oeste

Segundo o jornal britânico The Guardian, o Ministério das Relações Exteriores russo informou que a suspensão das credenciais dos diplomatas ocorreu no mês passado e faz parte de uma retaliação diplomática contínua. Um porta-voz britânico declarou que as acusações são “completamente infundadas”.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade