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Sob pressão, festival diz que vai mostrar filme sobre o Hamas

Público critica censura, e canadenses admitem exibir terroristas

O CEO do festival, Cameron Bailey, que defendeu a suspensão: 'Não é censura' | Foto: Reprodução/Redes sociais
O CEO do festival, Cameron Bailey, que defendeu a suspensão: 'Não é censura' | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), no Canadá, recuou e anunciou nesta quinta-feira, 14, que pretende exibir o documentário The Road Between Us: The Ultimate Rescue (“O Caminho Entre Nós: O Resgate Supremo”). A obra aborda o massacre que o grupo terrorista Hamas promoveu contra israelenses em 7 de outubro de 2023. 

O TIFF cancelou a veiculação do filme sob a alegação de que havia  problemas com direitos de imagens do grupo terrorista. Ou seja, os criminosos não teriam autorizado a divulgação das cenas nas quais estavam envolvidos. A mudança de postura dos organizadores se deu somente depois de uma forte reação negativa do público. 

Hamas: CEO nega haver censura

Da mesma forma, houve críticas da imprensa que criticou a exclusão do documentário. Para os jornalistas, o argumento de que imagens filmadas pelo Hamas não tinham autorização formal para reprodução era ‘ridículo’. O CEO do festival, Cameron Bailey, defendeu a decisão inicial de retirar a obra do cronograma de setembro.

O executivo, inclusive, negou qualquer intenção de censura, conforme reportagem do jornal The New York Post. Em postagem nas redes sociais, Bailey sustentou: “Quero ser claro: as alegações de que o filme sofreu por censura são absolutamente falsas. Continuo trabalhando com os realizadores para atender aos requisitos do TIFF e permitir que o filme seja exibido neste ano”.

Bailey acrescentou ainda que solicitou à equipe jurídica do festival que trabalhe com os cineastas para avaliar todas as opções disponíveis. Apesar do anúncio, os realizadores do documentário afirmaram, em nota, que o filme ainda não foi oficialmente reintegrado à programação. “Até o momento, o TIFF não nos comunicou por escrito que reverteu a decisão. Isso continua sendo uma negociação”.

Eles também criticaram o argumento do festival, classificando-o como ‘ridículo’. Segundo os cineastas, as imagens do Hamas foram transmitidas ao vivo enquanto o grupo atacava civis, portanto “claramente em domínio público”.

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1 comentário
  1. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Se fosse o oposto, certamente estariam anunciando com o maior estardalhaço e não haveria esta “preocupação”.

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