publicidade
Mundo

Sobrinho diz que Khamenei vai resistir 'até a última gota de sangue'

O médico Mahmoud Moradkhani vive exilado na França há 30 anos

Ali Khamenei, o muçulmano que dita as regras no Irã | Foto: Governo do Irã
Ali Khamenei, o muçulmano que dita as regras no Irã | Foto: Governo do Irã

O médico Mahmoud Moradkhani, sobrinho do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que o regime iraniano continuará a reprimir protestos e que seu tio não deixará o poder voluntariamente. Em entrevista à agência Euronews nesta quarta-feira, 21, Moradkhani disse que Khamenei resistirá “até a última gota de sangue”.

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

Exilado na França desde 1986, Moradkhani é médico otorrinolaringologista e opositor do regime iraniano. Ele deixou o Irã aos 22 anos, atravessou o Iraque e se estabeleceu no norte da França, onde vive há três décadas. Segundo a Euronews, o sobrinho do líder supremo afirmou que a violência estatal não encerrará os protestos e que a maioria dos iranianos “nunca aceitará o regime”.

No último sábado, 17, o regime do aiatolá reconheceu a existência de milhares de mortos, embora não tenha assumido responsabilidade pelas forças de segurança. A ONG Human Rights Activists in Iran informou que mais de 4 mil manifestantes morreram, número que Moradkhani considera subestimado. A organização Iran Human Rights relatou o uso de armas pesadas, como metralhadoras, contra manifestantes. Moradkhani afirmou que a repressão busca conter temporariamente a mobilização popular, mas que o descontentamento persiste.

Manifestantes se reúnem enquanto veículos são incendiados, em meio à crescente onda de protestos antigovernamentais, em Teerã | Foto: Redes Sociais/Reuters

Regime pode cair com a morte de Khamenei

O médico também criticou a falta de organização da oposição iraniana e disse que manifestações de rua deveriam ocorrer apenas depois de maior planejamento. Ele avalia que o regime pode se desintegrar com a morte de Khamenei, em razão de disputas internas, e afirmou preferir esse cenário a uma intervenção externa.

Moradkhani ainda relatou que parte dos manifestantes se sentiu abandonada depois de sinais de recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ainda assim, o médico disse não concordar com a política do governo norte-americano e defendeu pressão diplomática europeia, como o corte de relações com o regime iraniano.

Em entrevista anterior ao jornal India Times, em junho de 2025, Moradkhani declarou que o colapso da República Islâmica seria o único caminho para uma paz duradoura, embora tenha lamentado o confronto militar entre Irã e Israel na ocasião.

Leia também: “Israel surrou o grandão arrogante”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 274 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Explicando: Até a última gota de sangue do povo iraniano.😜

  2. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    ditadores sempre ficam até a última gota de sangue, dos outros é claro.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.