Soldados russos em usina nuclear são ‘alvos especiais’, afirma Ucrânia

A maior usina nuclear da Europa, em Zaporizhzhia, foi conquistada pela Rússia no início da guerra
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Imagens de empresa estatal ucraniana mostram míssil sobre usina nuclear
Imagens de empresa estatal ucraniana mostram míssil sobre usina nuclear | Foto: Reprodução

A Ucrânia está disposta a atacar todos os soldados russos que utilizarem a central nuclear de Zaporizhzhia, no sul país, como base para promover ações contra os ucranianos.

“Todos os militares russos que disparem contra a central ou a utilizem como cobertura precisam compreender que se tornam um alvo especial para os nossos agentes, para o nosso Exército”, declarou o presidente Volodymyr Zelensky. Segundo ele, a Rússia está usando a maior usina nuclear da Europa para fazer chantagem nuclear.

A central nuclear de Zaporizhzhia foi conquistada pelos russos no início da guerra, mas ainda é controlada por técnicos ucranianos.

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu que seja criada uma zona desmilitarizada ao redor da usina para evitar um desastre nuclear.

Rússia rebate: “Especulações”

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse nesta terça-feira, 16, que o país “não tem necessidade” de usar armas nucleares na Ucrânia. Ele rebateu como “mentiras absolutas” as informações de que Moscou poderia implantar armas nucleares no conflito.

“Do ponto de vista militar, não há necessidade de usar armas nucleares na Ucrânia para atingir as metas estabelecidas”, declarou Shoigu. “O principal objetivo das armas nucleares russas é impedir um ataque nuclear”, disse, durante uma conferência de segurança internacional, em Moscou.

Guerra nuclear pode matar 5 bilhões de pessoas, segundo estudo

Uma guerra nuclear moderna pode matar até 5 bilhões de pessoas, segundo cientistas da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos. O estudo do grupo revelou que as mortes ocorreriam por causa do impacto da fome global desencadeada pela fuligem que bloquearia a luz solar, afetando plantações.

A pesquisa mapeou os efeitos de seis possíveis cenários de conflito nuclear. Uma guerra em grande escala entre Estados Unidos e Rússia, o pior caso possível, acabaria com mais da metade da humanidade, disseram os cientistas nesse estudo publicado na revista Nature Food.

As estimativas foram baseadas em cálculos da quantidade de fuligem que entraria na atmosfera a partir de tempestades de fogo provocadas pela detonação de armas nucleares. Os pesquisadores usaram uma ferramenta de previsão climática aplicada pelo Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, que permitiu estimar a produtividade das principais culturas por país.

Arsenal nucelar EUA
Ogiva nuclear dos EUA | Foto: Katie Lange/Departamento de Defesa dos EUA

Mesmo um conflito de escala relativamente pequena teria consequências devastadoras para a produção global de alimentos.

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