publicidade
Mundo

Spray nasal ajuda no combate à depressão, indica estudo

Nova técnica ainda está em testes, mas já se mostra eficiente

Vacina brasileira spray covid - spray nasal depressão
Nova técnica se mostra superior aos métodos convencionais | Foto: Reprodução/Freepik

Pesquisadores desenvolvem uma nova terapia combinada com spray nasal de esketamina para ajudar no combate a Depressão Resistente ao Tratamento (DRT).

Os especialistas publicaram um estudo no jornal acadêmico The New England Journal of Medicine, na quinta-feira 5. Nos testes realizados, a nova técnica se mostra superior aos tratamentos convencionais.

Receba nossas atualizações

Muitos pacientes não reagem bem aos tratamentos convencionais de depressão, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) e inibidores de recaptação de serotonina-norepinefrina (ISRSN).

Leia também: “Analista e cientista de dados vão ser as profissões mais importantes do Brasil até 2030”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a esketamina, no fim de 2020, “para transtorno depressivo maior em adultos que não tenham respondido adequadamente a pelo menos dois antidepressivos diferentes com dose e duração adequadas para tratar o atual episódio depressivo de moderado a grave (depressão resistente ao tratamento) em combinação com antidepressivos orais (tais como ISRS e ISRSN)”.

Sobre o novo tratamento e conflitos de pacientes com depressão

O medicamento, todavia, é inacessível a uma grande parcela da população, uma vez que cada frasco custa por volta de R$ 2,5 mil.

Cerca de um terço dos pacientes com depressão não encontra alívio com os medicamentos tradicionais, o que os coloca em risco de aumentar comorbidades, suicídio e internações hospitalares.

O DRT é ainda mais desafiadora, visto que os pacientes não apresentam melhora significativa, mesmo depois de várias semanas de terapia.

O novo estudo revelou que adicionar o spray nasal de esketamina ao tratamento existente pode ser uma solução promissora. Batizado Escape-TRD Ph 3b, o artigo comparou dois tipos de terapias combinadas.

Um grupo de pacientes recebeu a combinação de ISRS/ISRSN e o spray nasal. O outro recebeu ISRS/ISRSN com quetiapina de liberação prolongada.

Os especialistas notaram que que o spray foi superior na obtenção da remissão e na manutenção da ausência de recaída em pacientes com DRT, quando ambos os tratamentos tinham sido usados em combinação com um ISRS/ISRSN contínuo.

Os resultados foram notáveis, com 27% dos pacientes no grupo do spray sem apresentar os sintomas na oitava semana, em comparação com apenas 17,6% do segundo grupo.

A taxa de recaída depois de seis meses também favoreceu os pacientes tratados com esketamina.

“Na taxa de recaída, também, que monitoramos após seis meses, os pacientes tratados com esketamina mantiveram a vantagem sobre aqueles tratados com quetiapina”, disseram os cientistas.

Leia mais

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade