publicidade
Mundo

Starmer é pressionado a renunciar depois de derrota eleitoral da esquerda no Reino Unido, mas resiste

Popularidade do primeiro-ministro britânico está em queda, mas ele diz que ficará no cargo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer | Foto: Reddit
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, resiste a deixar o cargo | Foto: Reddit

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta pressão crescente para deixar o cargo depois da derrota expressiva do Partido Trabalhista, de esquerda, sofrida nas eleições locais da semana passada. No entanto, ele resiste e diz que vai ficar.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

O grande vitorioso nas eleições locais foi o Reform UK, partido do conservador, de Nigel Farage, que conquistou prefeituras consideradas redutos da esquerda. Se esse resultado se repetir nas eleições gerais, o trabalhista perderá o cargo.

Desde julho de 2024, quando assumiu o governo britânico, Starmer viu sua popularidade e a do partido despencarem. As razões são variadas e incluem uma série de erros de política pública, uma percepção de falta de visão e uma economia fragilizada. Além disso, a nomeação Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington, apesar das ligações do diplomata com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, também pesam contra o premiê.

Processo eleitoral no Reino Unido

A próxima eleição nacional no Reino Unido não precisa ocorrer até 2029, mas a política britânica permite que partidos troquem de líder no meio do mandato, sem a necessidade de uma eleição geral.

Muitos membros do Partido Trabalhista acreditam que a única forma de recolocar o governo no rumo e afastar ameaças tanto da direita quanto da esquerda é Starmer sair — e quanto antes. “Temos de mudar e temos de fazer isso rapidamente”, disse a deputada trabalhista Catherine West. “Temos de estabelecer um cronograma e virar esse navio.”

Trocar de liderança, porém, é mais fácil na teoria do que na prática. Ao contrário do principal partido de oposição, o Conservador, os trabalhistas não têm tradição de derrubar seus líderes.

A saída mais simples seria Starmer anunciar a intenção de renunciar, abrindo caminho para uma eleição interna pela liderança do Partido Trabalhista.

Starmer não pretende renunciar

Entretanto, Starmer tem dito que a derrota eleitoral não o fará renunciar. Ele voltou a dizer nesta terça-feira, 12, que pretende permanecer no cargo, apesar dos pedidos de renúncia.

Em reunião com ministros, Starmer afirmou assumir a responsabilidade pela derrota eleitoral das legendas de centro-esquerda em todo o país, mas disse que seguirá no comando.

Segundo ele, existe um procedimento formal para destituir um líder — e esse processo não foi acionado. “O país espera que sigamos governando”, disse. “É isso que estou fazendo e é isso que precisamos fazer.”

Baixas no governo

Mais cedo, Starmer perdeu o primeiro integrante de seu governo desde o início da pressão por sua saída. A ministra de Habitação, Comunidades e Governo Local, Miatta Fahnbulleh, deixou o cargo e pediu que o premiê “faça o que é certo para o país” e estabeleça um cronograma para se afastar.

Fahnbulleh, uma ministra de escalão inferior associada à ala esquerda do partido, disse ter orgulho do trabalho realizado, mas criticou o governo por não atuar com a visão, o ritmo e o mandato de mudança concedidos pelos eleitores. “Também não governamos como um Partido Trabalhista com clareza sobre nossos valores e firmeza em nossas convicções”, afirmou. 

Nesta terça-feira, houve a segunda baixa: a ministra de Proteção Social, Jess Phillip, também anunciou a renúncia.

Os potenciais candidatos

Se Starmer não renunciar, ele pode enfrentar um desafio de um ou mais parlamentares trabalhistas.

Entre os nomes vistos como potenciais aspirantes à liderança estão o secretário de Saúde, Wes Streeting, e a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner, que renunciou no ano passado depois de admitir que pagou imposto a menos na compra de um imóvel. O caso segue sob investigação.

Andy Burnham, popular prefeito da Grande Manchester, é amplamente visto como um dos nomes mais fortes. No momento, porém, ele não pode concorrer, pois não é parlamentar. No início deste ano, dirigentes do Partido Trabalhista bloquearam sua candidatura em uma eleição suplementar para a Câmara dos Comuns.


Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    É isso mesmo, quando um esquerdista chega ao poder, é como um parasita que se apossa do tecido estatal e não quer sair mais. Lá, como cá, e como em qualquer lugar onde se encontrem, são carrapatos insaciáveis, enquanto houver sangue, vão continuar chupando.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.