‘STF da Argentina’ reabre escolas; governo fala em golpe do Judiciário

Os ministros entenderam que o Poder Executivo não tem competência para fechar os colégios de Buenos Aires
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Os peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner | Foto: Divulgação/Casa Rosada
Os peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner | Foto: Divulgação/Casa Rosada

A Corte Suprema da Argentina estabeleceu que o governo federal não tem autoridade para ordenar o fechamento das escolas na cidade de Buenos Aires. O presidente do país, Alberto Fernández, e a vice dele, Cristina Kirchner, atacaram os ministros. “Está muito claro que os golpes contra as instituições democráticas eleitas pelo voto popular já não são como antigamente”, escreveu Cristina, no Twitter, ao comentar a decisão tomada na quarta-feira 5. “Os juízes acabam de decidir, em plena pandemia decretada pela Organização Mundial da Saúde, da emergência sanitária e com mais de 65 mil mortos na Argentina, que o Poder Executivo Nacional não tem competência para tomar medidas sanitárias”, acrescentou a peronista. “O melhor é fazer concurso para um cargo de juiz”, ironizou.

Fernández também se manifestou: “Sou um homem do direito, respeito as sentenças judiciais, mas não sabem que pena me dá a decrepitude do direito transformada em sentença; é o tempo que me tocou, e também temos que lutar contra isso.” O entendimento do “STF dos hermanos” representou uma derrota à gestão de extrema esquerda e uma vitória ao prefeito da capital, Horácio Rodríguez de Larreta, da oposição. O chefe do Executivo municipal decidiu manter os colégios abertos depois que a Casa Rosada baixou um Decreto Nacional de Urgência, em 14 de abril, estabelecendo toque de recolher diário a partir das 20h e o fechamento dos estabelecimentos educativos. Os argentinos se manifestaram a favor de Larreta e organizaram um protesto defronte à residência oficial de Fernández.

Leia também: “O populismo pobre da Argentina”, reportagem publicada na Edição 30 da Revista Oeste

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