Suécia decide nesta semana adesão à Otan

Os social-democratas estão realizando reuniões do partido para avaliar a opinião dos membros
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Suécia e Finlândia estão avaliando a possibilidade de ingressar na organização militar
Suécia e Finlândia estão avaliando a possibilidade de ingressar na organização militar | Foto: Divulgação

O governo social-democrata da Suécia decidirá em 15 de maio se derrubará décadas de oposição à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 9.

“Qual será a decisão, ainda não foi decidida”, disse o secretário do Partido Social Democrata, Tobias Baudin, à rádio sueca SR. “Nossa mensagem é que em 15 de maio haverá uma decisão para a liderança do partido tomar uma posição.”

A invasão da Ucrânia pela Rússia provocou essa mudança em relação à política de segurança da Suécia e da Finlândia. O presidente finlandês, Sauli Niinisto, deve anunciar nesta semana seu apoio a um pedido de adesão ao bloco militar.

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O anúncio de Niinisto desencadearia o que provavelmente seriam duas semanas agitadas durante as quais o mapa da arquitetura de segurança do norte da Europa poderia ser redesenhado.

Os social-democratas — o maior partido da Suécia nos últimos 100 anos — estão realizando três reuniões digitais do partido nesta semana para avaliar a opinião dos membros sobre a adesão à Otan antes da decisão final da liderança no fim de semana.

Um pedido formal de adesão à Otan poderia ser feito na cúpula da aliança em junho em Madri, na Espanha, e provavelmente será acelerado, embora a obtenção das assinaturas de todos os 30 membros da aliança possa levar até um ano.

O não alinhamento militar tem sido um alicerce político para muitos suecos, e embora o apoio à adesão à Otan tenha crescido acentuadamente com pesquisas nos últimos meses mostrando uma clara maioria a favor, muitos ainda permanecem indecisos.

Os partidos Esquerda e Verde rejeitaram os pedidos de adesão, enquanto o restante da oposição quer seguir em frente.

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2 comentários Ver comentários

    1. O motivo é justo. Chama-se Rússia. A Rússia invadiu a Ucrania alegando que ela representa uma ameaça à sua segurança com seu desejo de entrar na Otan.Acontece que a Ucrania não faz parte da Otan e seu desejo não significa que será aceita. É um processo demorado. Por outro lado, nenhum vizinho da Rússia representa ameaça a ela, inclusive a Ucrania pois são muito mais fracos. Fica clara a intenção Russa de anexar territórios, dominar todo o entorno do mar Negro. Desnazificar a Ucrania, garantir segurança, desejo de entrar pra Otan, tudo balela. A Otan é uma aliança defensiva, nunca atacou ninguém. Por ouutro lado, a Rússia já invadiu Hungria, Checoslováquia, Geórgia, Ucrania, já cometeu genocidio na Xexenia. Não existe País mais nazista hoje do que a Rússia de Putin, até pelo seu comportamento. Suecos e Finlandeses sabem disso e sabem também que devem se fortalecer militarmente, inclusive com armas atomicas pra evitar uma invasão russa, com Otan ou sem Otan.

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