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Suprema Corte dos EUA mantém regra para votos pelo correio

Tribunal rejeitou recurso do Partido Republicano e manteve leis estaduais que aceitam participação eleitoral por meio de correspondência

Suprema Corte EUA
A ministra Amy Coney Barrett, indicada por Donald Trump em 2020, redigiu o voto vencedor | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

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A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 5 a 4, manter as leis estaduais que permitem a contagem de votos enviados pelo correio e recebidos após o dia da eleição, desde que postados a tempo, em uma decisão anunciada em 29 de junho. A medida foi uma derrota para o Comitê Nacional Republicano, que buscava invalidar essa regra. O caso originou-se no Mississippi, onde cédulas podem ser aceitas até cinco dias após a eleição.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por cinco votos a quatro, manter válidas as leis estaduais que permitem a contagem de votos enviados pelo correio e recebidos depois do dia da eleição, desde que tenham sido postados dentro do prazo previsto. O tribunal anunciou a decisão nesta segunda-feira, 29, e a medida representou uma derrota para o Comitê Nacional Republicano, que pedia a invalidação da regra.

A ministra Amy Coney Barrett, indicada por Donald Trump em 2020, redigiu o voto vencedor. O presidente da Corte, John Roberts, e os três ministros considerados liberais acompanharam a decisão.

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Leia também: “Trump leva à Suprema Corte um debate que Washington tentou evitar por décadas

O caso teve origem no Mississippi, Estado que aceita cédulas recebidas até cinco dias úteis depois da eleição. A maioria da Corte entendeu que a legislação federal exige apenas que o eleitor vote até o dia da eleição, sem estabelecer um prazo para que a cédula chegue às autoridades eleitorais.

Como funciona o voto pelo correio

Nos EUA, cada Estado define as regras para a realização das eleições. Em parte do país, os eleitores podem votar pelo correio. Alguns Estados exigem que a cédula chegue até o dia da eleição. Outros aceitam votos recebidos nos dias seguintes, desde que tenham sido postados dentro do prazo.

A ação do Partido Republicano, de Trump, buscava impedir esse período de tolerância. Os autores sustentaram que a legislação federal determina um único dia para a eleição e, por isso, todos os votos devem chegar até essa data. A maioria da Suprema Corte rejeitou esse entendimento.

Reação ao voto de Barrett

A decisão provocou reação imediata entre lideranças conservadoras. As críticas se concentraram em Amy Coney Barrett por ter acompanhado os ministros liberais.

O senador republicano Eric Schmitt classificou o voto como uma “opinião chocantemente equivocada”. Segundo ele, a decisão prejudica a integridade do processo eleitoral.

O próprio presidente norte-americano criticou o resultado. Em publicação nas redes sociais, Trump chamou a decisão de uma “tremenda derrota”.

O presidente também cobrou o Senado pela aprovação do Save America Act. O plano prevê a proibição do voto pelo correio, exceto em casos de doença, deficiência, deslocamento militar ou viagem, além da exigência de documento oficial com foto e comprovação de cidadania para o registro eleitoral.

A decisão da Suprema Corte não altera as regras eleitorais de todo o país, mas mantém a validade de leis estaduais como a do Mississipi. A discussão tende a ganhar força nas eleições legislativas de 2026 e na corrida presidencial de 2028.

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