Taiwan, a China Democrática

Defender Taiwan é uma obrigação de toda democracia, que enxerga na ilha uma resistência contra os horrores do comunismo
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O valor supremo da vontade do povo é essencial para criação de nações vitoriosas, prósperas e livres, diz Márcio Coimbra
O valor supremo da vontade do povo é essencial para criação de nações vitoriosas, prósperas e livres, diz Márcio Coimbra | Foto: Tomas Ragina/Shutterstock

A democracia é o valor principal que garante nossa liberdade. Esta é uma máxima que nossa civilização aprendeu do modo mais difícil. O valor supremo da vontade do povo é essencial para criação de nações vitoriosas, prósperas e livres. A maioria dos chineses infelizmente não consegue viver com democracia e tampouco com liberdade, presos em um sistema autoritário que suprime qualquer chance de prosperidade que respeite os direitos básicos e fundamentais de qualquer cidadão.

Porém, existe uma China onde a liberdade existe e a democracia é de fato inegável. Este local se chama República da China ou Taiwan, 21ª economia do mundo, onde a indústria de tecnologia desempenha um papel-chave na economia global. Considerado um dos quatro “tigres asiáticos”, Taiwan, é classificada como desenvolvida em termos de liberdade de imprensa, saúde, educação pública, liberdade econômica, entre outros indicadores sócio-econômicos.

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Depois de perder o controle do território continental em 1949 e a presença nos fóruns internacionais em 1971 para os comunistas, que fundaram a República Popular da China, o governo original, a República da China ou Taiwan, continua tendo relações de facto com muitos países, inclusive os Estados Unidos, que ao longo dos anos, assim como outras nações, tem exercido uma política internacional de ambiguidade estratégica com a ilha, ou seja, reconhece a China como único representante do povo chinês, porém mantém relações políticas e militares com Taiwan.

Entretanto, diante da invasão da Ucrânia pela Rússia, passou a especular-se sobre a possibilidade da República Popular da China avançar sobre Taiwan, com o objetivo de acabar definitivamente com a República da China, invadindo a ilha e anexando-a ao governo de Pequim. Xi Jinping, líder comunista mais poderoso desde Mao Tse Tung, ameaçou um avanço quando declarou que o “status de Taiwan não pode ficar pendente e ainda precisa ser resolvida nesta geração”.

As palavras de Xi Jinping acenderam um sinal de alerta. Um movimento que mudou o eixo de posicionamento internacional sobre Taiwan, colocando de lado a política de ambiguidade estratégica, passando a avaliar a possibilidade de adotar-se uma política de clareza estratégica, que consiste em reconhecer a China como representante do povo chinês, porém, sem abandonar a defesa indireta (e possivelmente direta) da ilha. Assim, a comunidade internacional poderia agir na defesa de Taiwan em caso de ataque chinês contra sua soberania.

Defender Taiwan é uma obrigação de toda democracia, que enxerga na ilha uma resistência histórica contra os horrores do comunismo e a opressão sofrida pelos chineses no território continental controlado por Pequim. Ao contrário, Taipei representa uma china livre, próspera e democrática, um país admirável que merece reconhecimento internacional, relações externas que devem ir além da relação de facto exercida por muitos países.

Fato é que estamos diante de uma China democrática e uma China autoritária. A comunidade internacional tem razões de sobra para ir além de uma ambiguidade estratégica e assumir uma clareza estratégica em favor da democracia, liberdade e prosperidade representada pelo governo de Taipei.

Márcio Coimbra é presidente do Conselho da Fundação da Liberdade Econômica e Coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília. Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

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5 comentários Ver comentários

  1. “A democracia é o valor principal que garante nossa liberdade.” O autor que me desculpe, mas isto é simplesmente falso. A História mostra que líderes tirânicos foram eleitos democraticamente, ou que tiveram grande apoio popular. Já deveríamos saber que democracia é simplesmente a ditadura da maioria. E ditadura é o oposto de liberdade.
    Assim, não é aceitável violar os direitos individuais de terceiros só porque se está em maior número. Cinco homens não podem estuprar uma mulher; os 90% menos ricos não podem usar a democracia para roubar os 10% mais ricos, só porque querem “reduzir a desigualdade”; se a maioria for da etnia A, ela não pode criar leis para escravizar a etnia B. É fácil perceber que acima da democracia estão os direitos naturais. O meu direito à vida, à liberdade e à propriedade são primordiais.
    A defesa da democracia vai levar inevitavelmente à barbárie representada pelo socialismo. A maioria menos rica vai mais cedo ou mais tarde usar a democracia para viver às custas dos que produzem mais.

  2. Até hoje estou ressentido com a invasão chinesa sobre Hong Kong. Taiwan nunca poderá ser incorporada à China, assim como a Ucrânia à Rússia. Chega desse imperialismo do mal. Na Rússia a família inteira de czares foi assinada e na China o último imperador desapareceu entre a população acéfala. Rússia e China não têm passado.

  3. Concordo. Ter medo de uma guerra nuclear é coisa de “marica”, não? Vamos para cima da China autoritária… que mandem umas bombas atômicas que a gente não teme nada… Hecatombe nuclear? E daí? Medo é para os fracos… vamos lá… a gente bota uns navios para defender a ilha e veremos se a China tem coragem de começar uma guerra atômica… sem coragem a gente não faz justiça, não? Chega de covardia, vamos dar um ultimato à China continental… vamos mostrar que a gente não tem medo de bombas atômicas caindo em nosso território… é isso aí… gente corajosa é esse articulista… vai até na frente, né, não?

    1. Foi no início dos anos 80 que ousamos iniciar a construção das usinas nucleares brasileiras. Talvez ainda em vida venhamos testemunhar o Brasil entrando para o clube dos que têm a bomba A e H.
      Conversar nesse nível de poder com países totalitaristas nucleares somente tendo material bélico à altura.

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