Talibã culpa a comunidade internacional pela crise no Afeganistão

Segundo o primeiro-ministro interino do país, Mohammad Hassan Akhund, algumas nações precipitaram a crise afegã
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Mohammad Hassan Akhund é o primeiro-ministro interino do Afeganistão
Mohammad Hassan Akhund é o primeiro-ministro interino do Afeganistão | Foto: Reprodução/Twitter

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 19, o Talibã acusou a comunidade internacional de conduzir o Afeganistão a uma das piores crises econômicas e humanitárias de sua história.

“Nos últimos 20 anos, a comunidade internacional não deu assistência fundamental para a criação de uma economia sustentável”, criticou o primeiro-ministro interino do país, Mohammad Hassan Akhund. “Alguns países precipitaram a crise econômica e humanitária no Afeganistão ao suspender os fundos destinados à nossa reconstrução.”

Para atenuar a crise, Akhund pediu às nações islâmicas que considerem como legítimo o governo estabelecido no Afeganistão. “Sejam pioneiros e nos reconheçam oficialmente”, declarou. “Espero que possamos nos desenvolver rapidamente.” Nenhum país democrático reconheceu o governo talibã.

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A comunidade internacional aguarda as medidas que serão adotadas pelos fundamentalistas islâmicos no governo do Afeganistão. Entre 1996 e 2001, quando estiveram no controle do país, os talibãs desrespeitaram os direitos humanos. Por isso, as potências ocidentais observam a situação de longe.

Na mesma coletiva de imprensa, o vice-primeiro-ministro do Afeganistão, Abdul Salam Hanafi, disse que a assistência da comunidade internacional nas últimas duas décadas foi política. “Nosso nível de dependência do exterior foi insuportável, já que 75% dos gastos públicos do governo anterior foram financiados por outros países e obtidos em condições políticas”, afirmou.

Impasse: quer ou não quer ajuda internacional?

Conforme noticiou Oeste, o Talibã aprovou no último dia 13 seu primeiro Orçamento desde que retomou o controle do Afeganistão. De acordo com o Ministério das Finanças, os fundamentalistas islâmicos não consideraram nenhum recebimento de ajuda internacional nos primeiros três meses de 2022.

“Pela primeira vez em décadas, elaboramos um Orçamento que não depende de ajuda internacional”, disse Ahmad Wali Haqmal, porta-voz da pasta. “É um grande êxito para todos nós.”

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