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Tropa de elite da Marinha dos EUA recupera ogivas de fabricação iraniana

Forças armadas norte-americanas disseram que o carregamento de armas, interceptado na costa da Somália, era destinado a terroristas no Iêmen

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Os EUA capturaram ogivas de mísseis de fabricação iraniana que seria fornecida aos houthis. Operação deixou dois militares da tropa de elite da Marinha norte-americana perdidos no mar | Foto: Reprodução/Wikipedia

Os Estados Unidos recuperaram ogivas de mísseis de fabricação iraniana durante uma missão de embarque perto da Somália no último dia 11. A ação interrompeu o abastecimento de armas dos terroristas do grupo Houthi no Iêmen.

Porém, a operação deixou dois militares da tropa de elite da Marinha dos EUA (SEALs, na sigla em inglês) perdidos no mar, segundo autoridades de defesa.

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A ação de busca e resgate está em andamento no Mar da Arábia, onde ocorreu o incidente.

Tropa de elite da Marinha

Os SEALs, tropa que matou o terrorista Osama Bin Laden em 2011, se deslocaram para abordar uma embarcação à vela simples sem identificação adequada, em meio a suspeitas de que havia armas a bordo.

Os militares utilizaram o navio USS Lewis B. Puller, que atua como uma base flutuante.

A operação noturna, apoiada por helicópteros e drones, ocorreu em mar agitado. Quando um dos SEALs escorregou de uma escada ao tentar subir a bordo da embarcação à vela, o segundo, ao ver seu companheiro cair na água, mergulhou para ajudar.

+ Veja: Soldados de tropa de elite que matou Bin Laden desaparecem em missão contra houthis

navio de guerra EUA USS Winston S Churchill
Navio norte-americano USS Winston S. Churchill usado na operação de interdição de uma embarcação perto da costa da Somália. Dois militares dos EUA desapareceram no mar durante uma operação semelhante | Foto: Reprodução/Wikipedia

Os itens apreendidos incluíram ogivas de mísseis balísticos e de cruzeiro de fabricação iraniana, sistemas de propulsão e orientação e componentes de defesa aérea.

Segundo uma análise inicial, as armas correspondem às utilizadas pelos houthis para atingir navios no Mar Vermelho. Não se sabe ao certo a origem da embarcação e quem estava a bordo.

“A disposição dos 14 membros da tripulação está sendo determinada de acordo com a lei internacional”, disseram autoridades militares norte-americanas.

A operação marcou a primeira apreensão pela Marinha dos EUA de componentes balísticos avançados de fabricação iraniana desde 2019.

Escalada de tensão na região

Washington e seus aliados internacionais prometem responsabilizar os houthis e seu principal financiador, o Irã, pelo aumento significativo de ataques que têm interrompido o transporte comercial no Mar Vermelho.

Na semana passada, as forças norte-americanas e britânicas atingiram dezenas de alvos do grupo terrorista no Iêmen, com o intuito de desencorajar o grupo realizar novos ataques.

Entretanto, o Ministério da Defesa dos EUA (Pentágono) reconheceu mais tarde que o Houthi provavelmente vai continuar sendo uma ameaça.

O grupo terrorista afirma que suas ações são um protesto contra as ofensivas de Israel na Faixa de Gaza.

+ Leia as últimas notícias sobre Mundo no site de Oeste

O governo do presidente norte-americano Joe Biden não descartou uma futura ação militar no Iêmen, mas procura agir com cautela, temendo que uma reação exagerada possa envolver o Oriente Médio em uma onda de violência.

Na segunda-feira 15, as forças dos EUA na região informaram que um navio de transporte de contêineres de propriedade norte-americana foi atingido por um míssil balístico na última suposta provocação dos houthis.

A embarcação não sofreu “danos significativos” e não houve feridos entre os tripulantes, segundo um comunicado de autoridades.

Os EUA acusam Teerã de ter “ajudado e instigado” a crise, que afetou principalmente as embarcações comerciais que transitam pelo Mar Vermelho.

As autoridades afirmaram que os houthis são seriam incapazes de ameaçar essas rotas marítimas sem o apoio tecnológico e de inteligência do Irã.

+ Leia também: Irã anuncia mais ataques no Iraque e na Síria

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1 comentário
  1. Marciano Alaniz de Medeiros
    Marciano Alaniz de Medeiros

    Isso aí se acontecesse com a justiça brasileira, seria devolvido o material apreendido e todos soltos porque a abordagem não pode se dar por mera suspeita mesmo que o barco esteja cheio de armas ou que fosse drogas.

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