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Trump adia tarifas sobre produtos mexicanos por 90 dias

O México, ao lado do Canadá, figura como parceiro econômico estratégico dos Estados Unidos

Trump oficializou tarifas contra Canadá, México e China | Foto: Montagem/Revista Oeste
De acordo com dados da agência Comtrade da ONU, as exportações mexicanas para o mercado norte-americano atingiram US$ 510 bilhões em 2024 | Foto: Montagem/Revista Oeste

Uma reviravolta nas negociações comerciais entre Estados Unidos e México marcou a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de adiar por três meses a implantação de tarifas de 30% sobre produtos mexicanos, que estavam previstas para começar nesta sexta-feira, 1º.

Trump usou sua conta na Truth Social nesta quinta-feira, 31, para informar que a presidente mexicana Claudia Sheinbaum se comprometeu a eliminar barreiras alfandegárias para os produtos norte-americanos.

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“Acabo de concluir uma conversa telefônica com a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, que foi muito bem-sucedida, pois, cada vez mais, estamos nos conhecendo e nos entendendo”, disse Trump. “Conversaremos com o México nos próximos 90 dias com o objetivo de assinar um acordo comercial em algum momento.”

Trump informou que tarifas continuam para setores estratégicos

Apesar da suspensão das novas tarifas, o presidente dos Estados Unidos esclareceu que o México seguirá pagando taxas de 25% relativas ao fentanil, outros 25% sobre a importação de veículos, além de 50% sobre aço, alumínio e cobre.

Claudia Sheinbaum também anunciou a trégua tarifária em sua conta no X, destacando que buscará “um acordo de longo prazo por meio do diálogo” durante os próximos 90 dias.

A presidente já havia declarado anteriormente acreditar na viabilidade de uma negociação com o governo norte-americano.

México é parceiro econômico estratégico dos EUA

O México, ao lado do Canadá, figura como parceiro econômico estratégico dos Estados Unidos.

De acordo com dados da agência Comtrade da ONU, as exportações mexicanas para o mercado norte-americano atingiram US$ 510 bilhões em 2024.

Leia também: “O rolo compressor de Donald Trump”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 279 da Revista Oeste

O setor automobilístico é especialmente relevante, pois diversas montadoras dos EUA operam fábricas no México devido à mão de obra mais barata e aos incentivos fiscais locais.

Um dia antes da implementação das tarifas, Trump optou por alterar o cenário e adiar as sanções, movimento semelhante ao que já havia feito em relação ao Brasil, cuja entrada em vigor de tarifas foi movida para 6 de agosto.

Agora, o governo americano determina a suspensão temporária das taxações ao México.

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