O presidente Donald Trump agradeceu publicamente ao Irã pela reabertura total do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, 17. O regime iraniano liberou o tráfego marítimo logo que Israel e Líbano aceitaram um cessar-fogo de dez dias. “O Irã acaba de anunciar que o Estreito está totalmente aberto e pronto para a passagem irrestrita”, escreveu o republicano. “Obrigado.”
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Teerã controlava o bloqueio da via desde a subida das tensões militares na região. O fechamento pressionou o mercado de energia, já que o local escoa cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que todos os navios comerciais podem circular livremente pela rota, coordenada durante o período de trégua.
Impacto no mercado global
O Estreito de Ormuz virou arma de pressão depois que os Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos em Teerã. Em resposta, os iranianos restringiram o trânsito de embarcações no Golfo Pérsico. O anúncio da reabertura acontece depois de Donald Trump confirmar, na tarde desta quinta-feira, 16, que os termos da pausa nos combates foram finalmente aceitos pelas partes envolvidas.
A interrupção dos ataques ao Líbano foi o ponto central para a decisão do regime islâmico. O Irã financia o grupo terrorista Hezbollah e mantinha a vigilância armada na região marítima como represália às ofensivas terrestres de Israel. Benjamin Netanyahu chegou a negar a cobertura do país na pausa militar, mas cedeu aos novos termos negociados nos últimos dias.
Trégua temporária
O acordo prevê o fim das hostilidades por dez dias. Esse entendimento estende a calmaria ao Golfo Pérsico, onde alvos ligados aos EUA sofriam investidas frequentes do Hezbollah. A Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã orientou que a passagem deve seguir as rotas já anunciadas.
A Casa Civil norte-americana monitora a situação para garantir que a circulação irrestrita permaneça sem novos incidentes. O fim do bloqueio alivia o custo do frete marítimo e traz previsibilidade ao preço da commodity no exterior. A reabertura representa um recuo tático de Teerã, quando a diplomacia de Washington conseguiu frear os bombardeios no território libanês.
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