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Trump agradece ao Irã por liberar Estreito de Ormuz

Regime de Teerã reabre rota vital para o petróleo mundial depois de acordo de trégua entre Israel e Líbano

Donald Trump ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida - 11/4/2026 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Donald Trump ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida - 11/4/2026 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente Donald Trump agradeceu publicamente ao Irã pela reabertura total do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, 17. O regime iraniano liberou o tráfego marítimo logo que Israel e Líbano aceitaram um cessar-fogo de dez dias. “O Irã acaba de anunciar que o Estreito está totalmente aberto e pronto para a passagem irrestrita”, escreveu o republicano. “Obrigado.”

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Teerã controlava o bloqueio da via desde a subida das tensões militares na região. O fechamento pressionou o mercado de energia, já que o local escoa cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que todos os navios comerciais podem circular livremente pela rota, coordenada durante o período de trégua.

Impacto no mercado global

O Estreito de Ormuz virou arma de pressão depois que os Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos em Teerã. Em resposta, os iranianos restringiram o trânsito de embarcações no Golfo Pérsico. O anúncio da reabertura acontece depois de Donald Trump confirmar, na tarde desta quinta-feira, 16, que os termos da pausa nos combates foram finalmente aceitos pelas partes envolvidas.

A interrupção dos ataques ao Líbano foi o ponto central para a decisão do regime islâmico. O Irã financia o grupo terrorista Hezbollah e mantinha a vigilância armada na região marítima como represália às ofensivas terrestres de Israel. Benjamin Netanyahu chegou a negar a cobertura do país na pausa militar, mas cedeu aos novos termos negociados nos últimos dias.

Trégua temporária

O acordo prevê o fim das hostilidades por dez dias. Esse entendimento estende a calmaria ao Golfo Pérsico, onde alvos ligados aos EUA sofriam investidas frequentes do Hezbollah. A Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã orientou que a passagem deve seguir as rotas já anunciadas.

A Casa Civil norte-americana monitora a situação para garantir que a circulação irrestrita permaneça sem novos incidentes. O fim do bloqueio alivia o custo do frete marítimo e traz previsibilidade ao preço da commodity no exterior. A reabertura representa um recuo tático de Teerã, quando a diplomacia de Washington conseguiu frear os bombardeios no território libanês.

Leia também: “Israel descobre arsenal do Hezbollah escondido em escola no sul do Líbano”

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