O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta sexta-feira, 16, a formação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), medida que integra seu plano para encerrar o conflito na região. A iniciativa foi apresentada como um passo para a transição do território palestino do conflito para um período de estabilidade institucional, reconstrução e governança provisória.
Segundo o comunicado oficial divulgado pela Casa Branca, o NCAG será liderado pelo engenheiro civil palestino Ali Sha’ath, responsável por restaurar serviços públicos essenciais, reconstruir instituições civis e estabilizar a vida cotidiana em Gaza, além de preparar as bases para um governo autossustentável de longo prazo.
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Para supervisionar os trabalhos do NCAG e garantir a implementação dos pontos previstos no plano presidencial, Trump instituiu o Conselho da Paz, formado por nomes com atuação em diplomacia, desenvolvimento, infraestrutura e estratégia econômica.
Entre os indicados estão o secretário de Estado, Marco Rubio; o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; e os empreendedores Jared Kushner e Marc Rowan. A interlocução entre o NCAG e o Conselho da Paz será realizada pelo político búlgaro Nickolay Mladenov, ex-membro do Parlamento Europeu.
Cada integrante deverá responder por áreas específicas consideradas centrais para a estabilização e reconstrução de Gaza, como fortalecimento institucional, relações regionais, atração de investimentos e mobilização de recursos financeiros.

O que prevê o plano de Trump em Gaza
De acordo com informações divulgadas em setembro pela imprensa israelense, o Conselho de Paz terá um mandato de até cinco anos e funcionaria, inicialmente, a partir de el-Arish, na Península do Sinai, no Egito. O modelo administrativo proposto se inspira em experiências internacionais de transição, como as aplicadas no Timor Leste e no Kosovo.
Apesar da experiência política de Blair e de sua interlocução com Israel e países árabes, sua aceitação entre os palestinos é incerta. O ex-premiê britânico governou o Reino Unido de 1997 a 2007 e foi um dos principais aliados dos EUA durante a invasão do Iraque em 2003.
A participação palestina estaria prevista, embora ainda não esteja definido se o representante teria vínculo direto com a Autoridade Palestina, atualmente chefiada por Mahmoud Abbas.
Leia também: “O Hamas não quer a paz”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 188 da Revista Oeste









































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