O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, em publicação na rede Truth Social, que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos a oferta de seguro contra riscos políticos para embarcações que operam no Golfo Pérsico. Segundo ele, a cobertura será disponibilizada “a um preço bastante razoável” e abrangerá especialmente o transporte de energia.
Na mesma mensagem, Trump indicou que, se necessário, a Marinha norte-americana poderá iniciar a escolta de navios-tanque que atravessem o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico para o escoamento de petróleo. A via conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia e concentra parcela significativa do comércio global da commodity.
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Trump: resposta imediata ao Irã
A movimentação ocorreu depois de a Guarda Revolucionária Iraniana declarar que o estreito estaria fechado e ameaçar incendiar embarcações que transitassem pela região. Em resposta, Trump afirmou que os Estados Unidos assegurarão o fluxo internacional de energia “independentemente do que aconteça”.
No setor privado, seguradoras marítimas como Skuld, Steamship Mutual e North Standard comunicaram aos clientes o cancelamento de coberturas para danos relacionados a conflitos armados nas águas da área.
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Tom Kloza, analista independente que assessora a Gulf Oil, disse à CNN Internacional que o Irã pode não ter capacidade prática de bloquear totalmente o Estreito de Ormuz, mas a retirada do seguro por parte das companhias já produz efeito semelhante. “As seguradoras e as empresas de navegação podem, na prática, fechar o estreito”. Veja abaixo vídeo que circula no X explicando a dinâmica do Estreito de Ormuz.
Dados da S&P Global Commodities at Sea indicam que apenas dois navios-tanque de petróleo e produtos químicos cruzaram a passagem na segunda-feira 2. Em condições normais, cerca de 60 embarcações transitam diariamente pela rota, responsável por aproximadamente 20% do fluxo mundial de petróleo.
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