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Trump assina decreto que acaba com os critérios ideológicos para financiamento de universidades

Governo norte-americano condiciona repasse de verbas federais ao desempenho acadêmico das instituições

Trump tem reiteradamente afirmado que os EUA deveriam incorporar a Groenlândia | Foto: Reprodução/Flickr
Decreto de Trump dados reais de desempenho estudantil | Foto: Foto: Reprodução/Flickr

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, nesta quarta-feira, 23, um decreto que altera as regras para que faculdades e universidades tenham acesso a financiamento federal. A medida acaba com critérios ideológicos para a manutenção do apoio financeiro.

“Estamos garantindo que as faculdades ofereçam educação de alta qualidade e valor”, afirma trecho do decreto. “Livre de discriminação ilegal e interferência ideológica.”

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A nova ordem amplia a fiscalização sobre os órgãos que autorizam o funcionamento das faculdades. O governo norte-americano poderá suspender ou cancelar o reconhecimento de entidades que validem cursos com baixo desempenho ou que imponham exigências baseadas em raça, gênero ou ideologia política.

Entre as medidas previstas estão a exigência de dados reais de desempenho estudantil. Além disso, será considerada a criação de novos órgãos avaliadores para estimular a concorrência. O governo Trump também exige a garantia de liberdade acadêmica com diversidade de ideias nas salas de aula.

“Essas reformas vão reconstruir a confiança pública no ensino superior, permitindo que estudantes e famílias façam escolhas informadas”, declarou a Casa Branca.

Decreto de Trump destaca baixa eficiência no ensino superior

O documento cita que, em 2020, apenas 64% dos alunos que começaram a graduação conseguiram concluir o curso em até seis anos. Dados do governo mostram que quase 25% dos diplomas de bacharelado e mais de 40% dos de mestrado resultam em prejuízo financeiro para os formados.

O decreto também condena a atuação de conselhos reguladores que, segundo o governo norte-americano, priorizam critérios ideológicos.

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A secretária de Educação dos EUA, Linda McMahon, ficará responsável por negar, monitorar, suspender ou cancelar o reconhecimento de agências de credenciamento que descumprirem a Lei dos Direitos Civis ou apresentarem desempenho insatisfatório.

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2 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Ora, como podem as universidades – berços do desenvolvimento em razão das liberdades de pensamento e manifestação -, passar a tratar de modo ortodoxo determinado modo de pensar, criminalizado/censurando outros?

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