O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completou um ano de seu novo mandato nesta terça-feira, 20, ao realizar um longo pronunciamento na Casa Branca, seguido de uma entrevista coletiva com jornalistas. Ao longo de quase duas horas, Trump apresentou um balanço das ações do governo em 2025, com foco em política externa, segurança, imigração, economia e medidas administrativas adotadas desde a posse, em 20 de janeiro do ano passado.
Grande parte do discurso foi dedicada à política migratória. Trump mencionou operações conduzidas pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas e pela Patrulha de Fronteira, com destaque para prisões realizadas em Minnesota, onde “10 mil criminosos foram presos”. Segundo ele, tratava-se de “criminosos ilegais”, como “assassinos, chefes do tráfico, traficantes de drogas e pessoas mentalmente insanas”.
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Trump atribuiu a entrada desses estrangeiros em situação irregular às políticas do governo anterior. “Tudo isso foi permitido a entrar no nosso país por uma política de fronteiras abertas do pior presidente da história do nosso país”, declarou, em referência ao democrata Joe Biden.
O presidente afirmou que sua gestão reverteu esse cenário. “Durante oito meses seguidos, nenhum imigrante ilegal entrou no nosso país”, disse. Segundo Trump, a prioridade atual das autoridades é a remoção de criminosos. “Estamos focados nos assassinos, nos traficantes de drogas, nos mentalmente insanos.”
Trump adota o princípio da “paz pela força”
Na política externa, Trump apresentou sua atuação como baseada no princípio da “paz pela força”. Segundo ele, seu governo encerrou ou tem mediado o fim de oito conflitos internacionais em menos de um ano. “Nenhum presidente provavelmente jamais encerrou uma guerra, eu encerrei oito”, afirmou.
O presidente mencionou operações militares contra alvos no Irã e na Venezuela. Sobre o programa nuclear do país persa, declarou que a capacidade de enriquecimento de urânio “foi obliterada” pela operação Martelo da Meia-Noite, realizada pelo Exército norte-americano em junho de 2025.
Trump também mencionou a Venezuela em diferentes momentos do discurso. Perguntado se pretendia conversar pessoalmente com o ex-ditador Nicolás Maduro, respondeu: “Não acho que eu faria isso, meus advogados ficariam muito infelizes se eu fizesse”. O presidente ainda declarou que empresas do setor de energia estão se preparando para realizar investimentos no país.
Durante a sessão de perguntas, Trump confirmou ter convidado Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o recém-criado Conselho da Paz anunciado pelo governo norte-americano. “Convidei, e ele terá um papel importante”, afirmou, sem detalhar quais funções caberiam ao líder brasileiro no órgão.
“Há lugares no país agora com gasolina a US$ 1,99 o galão”
Na área econômica, Trump afirmou que o país superou um período de estagflação herdado do governo anterior e ressaltou o crescimento econômico, com o Produto Interno Bruto do quarto trimestre “no caminho para ultrapassar 5%”. Ele também disse que a inflação foi reduzida a níveis considerados normais. “A inflação central dos últimos três meses é de 1,6%”, declarou.
Trump destacou a queda nos preços dos combustíveis e dos medicamentos. “Há lugares no país agora com gasolina a US$ 1,99 o galão”, afirmou. No setor farmacêutico, Trump prometeu que “os preços dos remédios vão cair mais do que nunca antes”. Segundo ele, havia casos em que medicamentos passaram de US$ 1,3 mil para US$ 87.

O presidente atribuiu parte desses resultados ao uso de tarifas comerciais. Segundo Trump, a política tarifária foi responsável por reduzir o déficit comercial em 62%. “Fizemos isso sem inflação, algo que todos disseram que não poderia ser feito”, afirmou.
Perguntado sobre prioridades para 2026, Trump destacou três pontos: fortalecimento militar, expansão industrial e redução dos preços de medicamentos. Ao final do evento, Trump afirmou que o país vive um momento de fortalecimento. “Temos o país mais forte do mundo neste momento”, encerrou.
Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste






































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