O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 16, que o regime do Irã cancelou a execução de mais de 800 manifestantes que estariam programadas para ocorrer no dia anterior. A declaração foi feita em uma publicação em sua rede social e também repetida a jornalistas em Washington.
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Na publicação, Trump escreveu: “Respeito muito o fato de que todas as execuções por enforcamento programadas, que ocorreriam ontem (mais de 800 delas), foram canceladas pela liderança do Irã”, e agradeceu: “Obrigado!”
Apesar da declaração, não há anúncio oficial do governo iraniano que confirme a decisão. A agência de notícias Reuters ressaltou que Teerã não divulgou previamente planos formais para a realização de execuções em massa, tampouco informou publicamente seu cancelamento.
Irã vive onda de protestos
As declarações ocorrem em meio a uma onda de protestos no Irã, deflagrada em 28 de dezembro, motivada por dificuldades econômicas e que evoluiu para manifestações mais amplas contra o regime teocrático. As mobilizações foram reprimidas com violência pelas autoridades.
Organizações de direitos humanos no exterior divulgaram números elevados de mortos durante a repressão. A agência Human Rights Activists News Agency estimou em mais de 3 mil o total de mortos, número que, segundo a entidade, continua a crescer. O governo iraniano não divulgou balanços oficiais de vítimas.
No entanto, autoridades iranianas publicaram números sobre danos causados durante os protestos. Segundo o aiatolá Ahmad Khatami, cerca de 350 mesquitas foram danificadas. Ele afirmou ainda que hospitais, ambulâncias e veículos de emergência também sofreram prejuízos.
Com o bloqueio da internet no país, alguns cidadãos atravessaram fronteiras para conseguir se comunicar com o exterior. Em um posto fronteiriço na Turquia, viajantes relataram à Reuters ter deixado o Irã para contornar o apagão de comunicações.
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Esse Trump tá procurando um motivo pra não ter que atacar. Tinha que ser agora, botar aquela corja pra correr.