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Trump diz que Irã cancelou execução de mais de 800 manifestantes

Presidente dos EUA agradeceu ao regime; não há confirmação oficial da decisão

irã protesto teerã
Manifestantes se reúnem enquanto veículos queimam, em meio à crescente onda de protestos antigovernamentais em Teerã, capital do Irã — 9/1/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais/Via Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 16, que o regime do Irã cancelou a execução de mais de 800 manifestantes que estariam programadas para ocorrer no dia anterior. A declaração foi feita em uma publicação em sua rede social e também repetida a jornalistas em Washington.

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Na publicação, Trump escreveu: “Respeito muito o fato de que todas as execuções por enforcamento programadas, que ocorreriam ontem (mais de 800 delas), foram canceladas pela liderança do Irã”, e agradeceu: “Obrigado!”

Apesar da declaração, não há anúncio oficial do governo iraniano que confirme a decisão. A agência de notícias Reuters ressaltou que Teerã não divulgou previamente planos formais para a realização de execuções em massa, tampouco informou publicamente seu cancelamento.

Irã vive onda de protestos

As declarações ocorrem em meio a uma onda de protestos no Irã, deflagrada em 28 de dezembro, motivada por dificuldades econômicas e que evoluiu para manifestações mais amplas contra o regime teocrático. As mobilizações foram reprimidas com violência pelas autoridades.

Organizações de direitos humanos no exterior divulgaram números elevados de mortos durante a repressão. A agência Human Rights Activists News Agency estimou em mais de 3 mil o total de mortos, número que, segundo a entidade, continua a crescer. O governo iraniano não divulgou balanços oficiais de vítimas.

No entanto, autoridades iranianas publicaram números sobre danos causados durante os protestos. Segundo o aiatolá Ahmad Khatami, cerca de 350 mesquitas foram danificadas. Ele afirmou ainda que hospitais, ambulâncias e veículos de emergência também sofreram prejuízos.

Com o bloqueio da internet no país, alguns cidadãos atravessaram fronteiras para conseguir se comunicar com o exterior. Em um posto fronteiriço na Turquia, viajantes relataram à Reuters ter deixado o Irã para contornar o apagão de comunicações.

Leia também: “Festival de terror”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 237 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. PCC
    PCC

    Esse Trump tá procurando um motivo pra não ter que atacar. Tinha que ser agora, botar aquela corja pra correr.

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