O governo dos Estados Unidos sugeriu nesta terça-feira, 23, que o presidente Donald Trump está disposto a negociar tarifas com o Brasil, depois de uma conversa breve entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. A informação foi confirmada por Amanda Robertson, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, em entrevista à CNN.
Segundo Amanda, os dois líderes tiveram um encontro espontâneo nos corredores da ONU. “Foi uma conversa espontânea que eles tiveram, uma conversa breve e agradável, e parece que eles concordaram se reunir na semana que vem”, afirmou. “Agora se está arrumando os detalhes desta reunião.”
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste
Perguntada sobre a possibilidade de discussão sobre tarifas, a porta-voz ressaltou que Trump considera esse mecanismo uma ferramenta de negociação. “O presidente Trump deixou claro desde o começo do seu mandato que ele está aberto a negociar com qualquer país”, disse.
“Ele decidiu utilizar as tarifas como uma ferramenta porque ele considera que os acordos anteriores não foram favoráveis para as empresas norte-americanas”, afirmou Amanda, que acrescentou: “As tarifas agora abrem um espaço para negociações, para os dois países falarem e chegarem a ter um acordo que pode beneficiar os dois lados”.
Leia mais:
Bolsonaro pode ser pauta de conversa entre Lula e Trump
O governo brasileiro já havia sinalizado disposição para conversar sobre temas comerciais, como um possível recuo na tarifa de 50% sobre o etanol, caso houvesse uma mudança no tom político das declarações de Trump a respeito do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A relação entre os governos é marcada por divergências em torno do julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Trump havia criticado a decisão e reiterado sua amizade com o ex-presidente brasileiro.
Amanda afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, mantém uma relação próxima com Trump e o aconselha sobre decisões que envolvem o Brasil. No entanto, ela destacou que ainda não está definido se o tema Bolsonaro fará parte da reunião com Lula. “Também é decisão do Lula quais temas ele vai colocar na mesa”, explicou.
Durante a entrevista, ela foi perguntada se o Departamento de Estado seria a principal fonte de informações para Trump sobre o julgamento de Bolsonaro. “O secretário de Estado, Marco Rubio, como o encarregado das relações exteriores no mundo para os Estados Unidos, obviamente tem uma relação muito estreita com o presidente Trump”, declarou.
Narcotráfico na Venezuela no radar
Outro ponto abordado foi a declaração de Lula sobre ataques a embarcações na costa da Venezuela. Segundo o presidente brasileiro, não seria necessário o uso de força letal contra ocupantes desses barcos. Amanda respondeu que a posição norte-americana é clara: “O presidente Trump deixou muito claro que estes grupos de narcoterroristas, de contrabando, de drogas, de pessoas, de armas ilícitas, são uma ameaça enorme”, afirmou.
Ainda não há data confirmada para a reunião entre Trump e Lula, mas, de acordo com a porta-voz, a expectativa é de que aconteça em breve. Ela reforçou que os detalhes estão em fase de definição e que os temas exatos da conversa ainda serão estabelecidos nos próximos dias.
Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste









































Vai lula,vai encontrar se com Trump. Discutir tarifas por telefone ,só em Brasília.