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Trump faz história ao mediar acordo de paz entre Israel e Hamas

Apesar do triunfo, desafios e indefinições ainda persistem entre Tel-Aviv e Gaza

Para alcançar o acordo, o republicano conseguiu convencer o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a se abrir à possibilidade de paz | Foto: Gage Skidmore/Flickr
Para alcançar o acordo, o republicano conseguiu convencer o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a se abrir à possibilidade de paz | Foto: Gage Skidmore/Flickr

O acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marca um avanço inédito nas negociações para conter o conflito na Faixa de Gaza.

Para alcançar o acordo, o republicano conseguiu convencer o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a se abrir à possibilidade de paz. Além disso, Trump angariou o apoio de países do Oriente Médio para pressionar o grupo terrorista palestino, algo que outros líderes internacionais não haviam conseguido.

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Apesar desse progresso histórico, analistas ouvidos pela agência Reuters afirmam que pontos essenciais permanecem indefinidos. Essas incertezas podem comprometer a efetividade do acordo e a durabilidade da paz. Entre os desafios imediatos estão a interrupção dos combates, a troca de reféns por prisioneiros e a retirada parcial de tropas israelenses do território palestino.

O acordo mediado por Trump

O plano de Trump, composto de 20 pontos, também prevê ações que reforçam possíveis debates entre Israel e o Hamas. Ele inclui o desarmamento dos terroristas, rejeitado pelo grupo, o encerramento formal das hostilidades e a futura administração de Gaza. Contudo, nenhuma dessas questões foi detalhada durante os três dias de negociações indiretas no Egito. As conversas foram mediadas por Jared Kushner e Steve Witkoff, representantes do governo dos EUA.

Segundo Jonathan Panikoff, ex-subdiretor de Inteligência Nacional dos EUA para o Oriente Médio, “há um número enorme de pontos críticos que vão realmente determinar se este cessar-fogo será o começo da paz ou apenas mais um episódio no ciclo de violência”.

Ele acrescentou que Trump e sua equipe precisarão tomar ações constantes para evitar o fracasso, como já ocorreu em acordos anteriores durante a gestão do ex-presidente Joe Biden.

Os próximos dias serão de tensão para Israel, Hamas e Trump

A definição da lista de prisioneiros palestinos a serem libertados por Israel ainda é um obstáculo. O Hamas, por sua vez, já entregou a relação dos 20 reféns vivos e cerca de 28 mortos. Questões estruturais sobre quem governará Gaza e como se dará a reconstrução do território, além de quem arcará com os custos, seguem sem resposta.

A busca por uma solução para o conflito israelense-palestino desafia presidentes norte-americanos há décadas, de Jimmy Carter a Biden. Alguns analistas sugerem que, pelo menos, há expectativa de uma trégua na escalada de violência no Oriente Médio.

“Parece haver um impulso por trás disso”, disse Jonathan Alterman, do Center for Strategic and International Studies. “Mas é um erro pensar que tudo está resolvido. Teremos momentos de grande tensão nas próximas semanas.”

Leia também: “Hamas declara fim da guerra contra Israel”

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