O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao longo desta semana à divulgação de e-mails que envolvem o empresário Jeffrey Epstein, condenado por exploração sexual de menores. Em uma série de publicações em sua rede social, Trump afirmou que os democratas estão “tentando trazer novamente a farsa de Epstein” para “desviar a atenção de como foram mal em relação ao shutdown do governo”, paralisação temporária de parte das atividades federais.
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O presidente afirmou que Epstein “era um democrata, e é problema dos democratas, não dos republicanos”, e criticou integrantes de seu próprio partido por, segundo ele, “caírem nas garras dos democratas através de uma “armadilha”.
Nesta sexta-feira, 14, Trump publicou uma reportagem de seis minutos com o título “A farsa de Epstein”, produzido pela emissora Fox News. No material, o apresentador afirma que os democratas “lançaram uma campanha difamatória disfarçada de revelação bombástica” e que mesmo veículos progressistas “reconheceram que os e-mails não contêm nenhuma prova concreta contra Trump”. O programa também recorda que “Ghislaine Maxwell [parceira de Epstein], suas vítimas e o advogado dele disseram que Trump não fez nada de errado”.

O comentarista Christopher Rufo, entrevistado na gravação, afirmou que, “quando Trump descobriu o que estava acontecendo, baniu Epstein de seu clube Mar-a-Lago” e que “as evidências sugerem que o presidente não teve envolvimento com os crimes de Epstein”. Ele acrescentou que “o melhor caminho é a transparência” e pediu para que “o máximo de documentos possível seja tornado público”.
Em outra mensagem, Trump solicitou à procuradora-geral Pam Bondi e ao Departamento de Justiça que investiguem as relações de Epstein com o ex-presidente democrata Bill Clinton “e muitas outras pessoas e instituições”. O presidente informou que “registros mostram que esses homens, e muitos outros, passaram grande parte da vida com Epstein, em sua ilha” e anunciou: “Aguardem novidades”.
Epstein menciona Trump em e-mails
A reação de Trump ocorreu depois de o Congresso dos EUA divulgar arquivos com mensagens em que Epstein menciona o presidente. Em um dos e-mails, de janeiro de 2019, o empresário escreveu que Trump “sabia sobre as garotas”, em possível referência à rede de exploração sexual. Em outra mensagem, de 2018, afirmou que uma das vítimas “passou horas” com Trump na casa do criminoso.
Epstein foi um empresário norte-americano com ampla rede de contatos entre políticos, executivos e celebridades. Ele foi condenado por organizar um esquema de exploração sexual de meninas menores de idade em propriedades particulares nos EUA e em uma ilha no Caribe, apelidada pela imprensa de “ilha de Epstein”. O empresário foi preso em julho de 2019 e encontrado morto na cela um mês depois, sob a constatação de suicídio.
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