O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria disposto a encerrar a operação militar norte-americana contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado. As informações partiram de autoridades, segundo o Wall Street Journal.
A decisão indicaria uma mudança de estratégia e pode consolidar o controle de Teerã sobre a rota marítima, considerada vital para o comércio global. O fechamento do estreito tem provocado alta nos preços de combustíveis e gerado preocupação em países dependentes de importações que passam pelo Golfo Pérsico.
Receba nossas atualizações
Trump: mudança de foco
Nos últimos dias, Donald Trump e seus assessores avaliaram que uma operação para reabrir a via marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de quatro a seis semanas estipulado inicialmente. Diante disso, o foco passaria a ser o enfraquecimento da capacidade militar iraniana — especialmente sua Marinha e arsenal de mísseis — combinado com pressão diplomática para restabelecer o fluxo comercial.
Caso a estratégia não funcione, Washington pretende pressionar aliados europeus e países do Golfo Pérsico a liderarem uma eventual operação para reabrir o Estreito de Ormuz. Autoridades afirmam que opções militares adicionais seguem no radar, mas não são prioridade no momento.
Leia também: “Barbárie chique”, reportagem publicada na Edição 315 da Revista Oeste
O plano, no entanto, contrasta com recentes movimentações do Pentágono, que enviou dois grupos de navios de assalto anfíbio — com cerca de 5 mil fuzileiros navais e marinheiros — e a 82ª Divisão Aerotransportada, com aproximadamente 3 mil paraquedistas, para o Oriente Médio.
Segundo o Wall Street Journal, também está em análise o envio de mais 10 mil soldados à região, o que alimenta hipóteses sobre uma possível incursão terrestre. Além disso, centenas de integrantes das Forças de Operações Especiais dos EUA — incluindo unidades como os Rangers do Exército e os Seals da Marinha — foram deslocados para a região.
+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.