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Trump quer classificar PCC e CV como terroristas a despeito de oposição de Lula

A classificação permitiria um enfrentamento mais duro às redes de narcotráfico das facções

Departamento de Justiça dos EUA: cerco ao tráfico de armas e de drogas alcança estrutura com ligações com o PCC | Foto: Reprodução/Redes sociais
O processo segue o mesmo modelo usado para classificar outras organizações criminosas da América Latina como grupos terroristas | Foto: Reprodução/Redes sociais

O governo dos EUA avalia classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, apesar da oposição do governo Lula a esse enquadramento. Para Washington, a posição brasileira não impede o avanço do plano.

A visita de representantes ligados ao presidente Donald Trump ao Brasil foi considerada um gesto diplomático para discutir a medida de forma conjunta. No entanto, diante da resistência do Palácio do Planalto, os Estados Unidos podem seguir com a estratégia de forma unilateral.

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“Os Estados Unidos não dependem do aval de outros governos para decidir se classificam grupos criminosos transnacionais como terroristas. Há autonomia”, disse um assessor de Trump ao portal Metrópoles. “Para muitas pessoas, organizações ligadas ao narcotráfico levam terror à população diariamente.”

A ideia dos EUA ao classificar PCC e CV como terroristas é sufocar financeiramente essas facções: qualquer pessoa ou empresa com vínculos com os grupos estaria sujeita a bloqueios e sanções econômicas. Por exemplo, uma transportadora envolvida com as facções poderia ser punida imediatamente. A intenção é desarticular as redes de apoio ao narcotráfico.

Além disso, a designação de “terroristas” permitiria penas mais severas e a deportação de traficantes presos nos EUA para El Salvador, onde seriam enviados à prisão de segurança máxima do Centro de Confinamento de Terroristas (Cecot).

Ricardo Lewandowski
O ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

PCC e CV não são terroristas, argumenta ministério do governo Lula

O Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro se opôs à proposta. O argumento é que PCC e CV atuam com fins lucrativos — especialmente por meio do tráfico de drogas e armas —, e não por motivações ideológicas, religiosas ou de ódio. Assim, segundo o governo Lula, as facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na legislação nacional.

Apesar do desacordo sobre a classificação, aliados de Trump destacam que Brasil e Estados Unidos vêm ampliando a cooperação no combate às facções, com operações conjuntas bem-sucedidas. Atualmente, há uma linha direta entre autoridades norte-americanas, a Polícia Federal e forças policiais de alguns Estados brasileiros.

5 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Go TRUMP! Poderia também incluir nessa classificação, as siglas: PT, MST e STF

  2. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Esse Narcogoverno brasileiro tem que se foder!

  3. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Precisamos respirar fundo e começar a pensar com muita concentração. Por que Lula nega o caráter terrorista às maiores organizações criminosas do Brasil, que inclusive mantém os moradores dos morros como reféns e aplicam a pena de morte a quem revela a triste realidade nos lugares onde a polícia não pode entrar, inclusive por ordem de um togado. “Ações terroristas típicas incluem assassinatos, sequestros, explosões de bombas, matanças indiscriminadas, raptos, chantagens e imposições a pessoas comuns, tráficos de drogas, assaltos planejados”. A definição de terrorismo pode ser simplificada, terrorista é aquele que semeia terror no seio de pessoas inocentes através do pavor.

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