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Trump quer punir bancos que discriminam conservadores

O presidente dos EUA trabalha em um decreto que pode ser assinado nesta semana

Donald Trump | Foto: Shutterstock

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira, 5, a pretensão de adotar medidas contra grandes bancos acusados de discriminar conservadores. Segundo Trump, essas instituições estariam rejeitando depósitos e encerrando contas por motivos ideológicos, prática que também afetaria empresas de criptomoedas.

Em entrevista à emissora CNBC, Trump relatou que ele próprio já foi alvo dessa conduta, ao ter contas rejeitadas mesmo com “centenas de milhões” em depósitos. “Os bancos me discriminaram de um jeito muito ruim, e eu fui muito bom para os bancos.”

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“Eu tinha centenas de milhões. Muitas, muitas contas abarrotadas de dinheiro”, relatou Trump. “Eles me disseram: ‘Sinto muito, senhor, não podemos tê-lo. O senhor tem 20 dias para sair’.”

Para enfrentar a situação, o presidente dos EUA trabalha em um decreto que usará instrumentos como a lei de igualdade de oportunidades de crédito (Ecoa), leis antitruste e de proteção ao consumidor. Bancos considerados infratores poderão ser alvo de multas, decretos de consentimento ou outras sanções, de acordo com a minuta obtida pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ).

O texto do decreto, que pode ser assinado ainda nesta semana, segundo o WSJ, também traz críticas ao envolvimento de algumas instituições financeiras nas investigações sobre a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. O próprio J.P.Morgan Chase foi citado por Trump como exemplo de banco que teria praticado exclusão por razões políticas.

Bancos se justificam ante alegações de Trump

Em resposta às declarações do presidente, uma porta-voz do J.P.Morgan negou que o banco feche contas por questões políticas. O banco negou fechar contas por motivos políticos e afirmou estar disposto a atuar com a Casa Branca para “resolver a questão”, segundo informações da agência Reuters.

jpmorgan fachada
Fachada de uma das unidades do JPMorgan nos Estados Unidos | Foto: Divulgação/JPMorgan

Além de grupos conservadores, empresas do setor de criptomoedas também alegam ter sido excluídas de serviços bancários durante o governo de Joe Biden. Representantes do setor afirmam que a pressão regulatória afastou os bancos das operações com criptoativos, enquanto as instituições financeiras responsabilizam os órgãos reguladores pelas restrições impostas.

Outros bancos justificaram que decisões de restrição a clientes são motivadas por riscos legais, regulatórios ou financeiros e incluem obrigações relativas à prevenção de lavagem de dinheiro. Eles culpam a pressão regulatória pela decisão de afastarem instituições ligadas ao mercado de criptoativos.

Leia também: “O negociador“, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 280 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Como profissional do audiovisual brasileiro, área 99,99% infestada de esquerdopatas, sei exatamente como é passar por isso.

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