Sem indicar planos para uma ofensiva militar, autoridades do governo dos Estados Unidos declararam ao Congresso, nesta quarta-feira 5, que não existe respaldo jurídico para atacar alvos terrestres na Venezuela no momento.
Parlamentares receberam a confirmação de que nenhuma ação militar direta está em estudo neste momento.
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A reunião, reservada, contou com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e de um representante do Gabinete de Assessoria Jurídica da Casa Branca.
Segundo a CNN Brasil, fontes ligadas à Casa Branca afirmaram que o parecer anterior não autoriza ataques dentro do território venezuelano nem em outros países sem novo respaldo jurídico.
Possíveis mudanças nos planos do governo Trump
O documento do Escritório de Assessoria Jurídica (OLC) lista 24 cartéis e organizações criminosas da América Latina que poderiam ser alvo de ação, mas não inclui justificativa para ofensivas em solo venezuelano.
O governo Trump analisa agora um novo parecer do Departamento de Justiça para permitir ataques a alvos terrestres sem autorização do Congresso, conforme informou um funcionário da Casa Branca.
“O que é verdade hoje pode muito bem não ser amanhã”, afirmou o funcionário, destacando que Donald Trump ainda não definiu uma estratégia para a situação da Venezuela.
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O recente reforço militar dos EUA no Caribe, previsto para incluir o grupo de um porta-aviões, gerou especulações sobre possíveis ataques, mas autoridades garantem que o deslocamento visa a operações antidrogas e coleta de informações.
Até o momento, o governo norte-americano busca evitar envolvimento direto do Congresso em suas ações militares na América Latina.
Desde setembro, as Forças Armadas dos EUA realizaram 16 ataques contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental, resultando em pelo menos 67 mortes de criminosos.
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