publicidade
Mundo

X critica o Brasil em investigação dos EUA sobre redes sociais

Rede aponta riscos à liberdade de expressão e falta de regras justas

A norte-americana Twitter/X, de Elon Musk: 'sérias preocupações' sobre a necessidade de garantir a liberdade de expressão | Foto: Reprodução/Twitter/X
A norte-americana X, de Elon Musk: 'sérias preocupações' sobre a necessidade de garantir a liberdade de expressão | Foto: Reprodução/X

A rede social X encaminhou comentários ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) no âmbito da investigação aberta contra o Brasil. O processo analisa ações, políticas, bem como práticas que, segundo Washington, podem impor ônus injusto ao comércio norte-americano, em especial às plataformas digitais de redes sociais.

Nos documentos enviados à USTR, a empresa expressa “sérias preocupações” sobre a necessidade de garantir a liberdade de expressão e a aplicação justa das regras no Brasil. Para o X, essas práticas afetam diretamente prestadores de serviços digitais dos EUA. Isso, diz a empresa, justifica, sobretudo, a análise do caso a partir da da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

X reforça representação com histórico do STF

A plataforma também recordou que, em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Na avaliação da empresa, a decisão abriu espaço para responsabilizar as redes sociais por conteúdos ilegais sem a revisão judicial prévia. Para o X, isso ampliaria a “incerteza jurídica” e poderia restringir o acesso ao mercado digital entre o Brasil e os EUA.

Leia também: “Violador de direitos humanos”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 283 da Revista Oeste

O documento cita ainda decisões de tribunais brasileiros. As medidas, segundo a plataforma, impõem a remoção global de conteúdos, mesmo quando legais em outros países, incluindo os EUA. Desde 2020, lembra a rede, o Judiciário brasileiro determinou, mediante ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a desativação de perfis de usuários. Entre os alvos estão políticos e jornalistas. A empresa afirma da mesa forma que a “vasta maioria” dessas decisões deu-se em condição de sigilo, impedindo a defesa nos processos.

Outro episódio que a rede inseriu em comentários foi o bloqueio do próprio X no Brasil, em agosto de 2024. Citou, além disso, o congelamento das contas bancárias da Starlink, empresa de Elon Musk sem ligação direta com a disputa judicial. Para a plataforma, essas medidas “ilustram até que ponto as ações no Brasil podem extrapolar limites jurisdicionais domésticos”. Acrescenta que a postura do STF cria “incerteza legal, risco operacional e potenciais barreiras comerciais para empresas norte-americanas”.

O parecer conclui que ordens judiciais brasileiras chegam a exigir, sobretudo, a entrega de dados e conteúdos armazenados fora do país. Isso, na visão da rede, reforça principalmente a gravidade das restrições.

+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade