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Uber enfrenta processo de 550 passageiras por agressão sexual nos EUA

Empresa não teria adotado medidas efetivas para prevenir a violência e garantir a segurança das clientes

Uber
Advogados investigam outros 150 casos de mulheres supostamente agredidas por motoristas do aplicativo Foto: Reprodução/Pixabay

Um processo aberto, na quarta-feira passada 13, na Justiça de San Francisco acusa a Uber de não ter adotado nenhuma providência efetiva para proteger as passageiras de assédio, sequestro, agressões e estupro por motoristas do aplicativo. Conforme reportagem do jornal britânico The Guardian, 550 mulheres figuram como vítimas no processo.

O advogado Adam Slater, sócio da Slater Slater Schulman, que representa as mulheres, disse que, “embora a empresa tenha reconhecido essa crise de agressão sexual nos últimos anos, sua resposta real foi lenta e inadequada, com consequências terríveis”.

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Segundo ele, a Uber poderia ter exigido o uso de câmeras nos veículos, feito uma checagem mais rígida dos antecedentes dos motoristas e criado um sistema de alerta quando o destino do veículo é alterado”. Slater disse que sua empresa está investigando outros 150 casos que podem ser incluídos no processo.

Ele acrescentou que a plataforma sabia desde 2014 que motoristas do aplicativo agrediam mulheres. “No entanto, embora a Uber estivesse totalmente ciente do problema de predadores sexuais, não tomou as precauções de segurança para proteger seus passageiros.”

O advogado citou o relatório de segurança divulgado pela empresa em junho do qual constam 141 denúncias de estupro nos EUA somente em 2020, e um total de 998 incidentes de agressão sexual.

Em nota, a empresa disse que “não há nada mais importante do que a segurança, e é por isso que a Uber criou novos recursos de segurança, estabeleceu políticas centradas no passageiro e foi mais transparente sobre incidentes graves”.

O processo instaurado nos EUA não tem relação com a investigação Uber Files, encabeçada pelo Guardian e que aponta práticas obscuras da empresa para se instalar em diversas cidades do mundo.

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1 comentário
  1. Luiz
    Luiz

    Um dia uma coisa que se chamava justiça, hoje que aceita acusações como condenações .Os globalistas querem acabar com a Uber , para reduzir a mobilidade. A mobilidade vai na contramão da dominação.

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